- A Polícia Federal afirma ter indícios veementes de que Daniel Vorcaro lidera organização criminosa para captação ilícita de recursos.
- O pedido de prorrogação de sessenta dias do inquérito foi encaminhado ao ministro Dias Toffoli e foi deferido.
- O inquérito investiga irregularidades na tentativa de compra do Master pelo Banco BRB.
- Na primeira fase da operação Compliance Zero, foram apreendidos cerca de trezentos itens, incluindo dez celulares, muitos computadores e mais de oito terabytes de HDs.
- A defesa de Vorcaro nega irregularidades e afirma cooperação com as autoridades; novos materiais teriam sido apreendidos com Vorcaro, familiares e João Carlos Mansur.
A Polícia Federal informou ter reunido indícios veementes de que Daniel Vorcaro seria o líder de uma organização criminosa voltada à captação ilícita de recursos. A afirmação consta no pedido para prorrogar por 60 dias o inquérito que apura a tentativa de compra do Master pelo BRB.
O documento foi encaminhado ao ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, no dia 15 de janeiro. A PF pediu a prorrogação para avançar nas diligências necessárias ao esclarecimento de vínculos e participação de cada integrante da organização.
Segundo a PF, os indícios já consolidados apontam para a liderança de Vorcaro, mas ainda não foi possível concluir todas as diligências. A defesa de Vorcaro afirma que não houve irregularidades e que o investigado continua colaborando com as autoridades.
O pedido da PF a Toffoli
A delegada responsável argumenta que é necessário mais tempo para analisar materiais apreendidos na primeira fase da operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025. A PF afirma que cerca de 300 itens foram apreendidos em buscas contra Vorcaro e outros alvos.
Entre os itens apreendidos, estão celulares, computadores e HDs de arquivos de empresas envolvidas na operação. A PF ressalta que a análise desses materiais demanda periciamento detalhado para apurar irregularidades ligadas à compra do Master pelo BRB.
A apuração envolve também novos materiais apreendidos na quarta-feira (14) com Vorcaro, familiares e o empresário João Carlos Mansur, ex-dono da Reag Investimentos. A PF não divulgou prazos para conclusão das diligências.
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