- Em 2025, energia eólica e solar gerou 30% da eletricidade da União Europeia, frente a 29% de plantas a carvão, óleo e gás.
- A solar atingiu recorde de 13% da energia elétrica da UE, com cinco países acima de 20%, incluindo a Holanda.
- A produção eólica ficou ligeiramente abaixo de 2024, mas continuou sendo a segunda maior fonte de eletricidade, responsável por 17% da energia da UE.
- O uso de gás fóssil subiu 8% (principalmente por queda de hidrelétrica), mas ainda ficou bem abaixo do pico de 2019.
- Coal sofreu queda histórica, respondendo por menos de 10% da energia da UE, com maior participação na Alemanha e na Polônia; especialistas destacam que solar e eólica estão virando a espinha dorsal do sistema elétrico europeu.
Wind e solar superaram os combustíveis fósseis na geração de energia elétrica da União Europeia em 2025, aponta um relatório anual. Usinas eólicas e fotovoltaicas responderam por 30% da eletricidade, contra 29% de carvão, óleo e gás.
Beatrice Petrovich, analista do think tank Ember e autora principal do estudo, descreve o marco como um ponto de inflexão estratégico para a UE, que busca reduzir a dependência externa de energia diante de cenários geopolíticos instáveis.
A análise destaca que a solar atingiu 13% da geração europeia, com cinco países superando 20% de participação, incluindo a Holanda. A energia eólica contribuiu com 17%, mantendo-se como segunda maior fonte.
Desempenho e tendências
O uso de gás natural aumentou 8% comparado ao ano anterior, impulsionado pela queda da produção hidrelétrica por condições climáticas. Mesmo assim, o gás ficou bem abaixo do pico registrado em 2019, segundo o levantamento.
O carvão caiu a níveis históricos, representando menos de 10% da eletricidade na UE, com boa parte desse consumo concentrado na Alemanha e na Polônia. A transição para renováveis é apontada como essencial para a modernização da matriz energética.
Desafios e perspectivas
Especialistas acrescentam que as renováveis estão se tornando o alicerce do sistema elétrico europeu, mas a integração na rede continua sendo o principal desafio. A expansão de redes, baterias e flexibilidade é crucial para absorver a variabilidade da geração.
Estimativas apontam sinais de evolução em baterias para atender picos noturnos de demanda, com Itália entre os países que possuem maior capacidade instalada. O estudo indica potencial para reduzir custos de gás em horários de pico.
Beatriz Petrovich ressalta que o avanço pode moderar oscilações de preço. Políticas públicas e investimentos em infraestrutura são considerados determinantes para evitar encargos para os consumidores e riscos de ativos stranded.
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