- O Will Bank está em liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, interrompendo operações normais e deixando clientes como credores no processo.
- O aplicativo ainda mostra saldos, limites e faturas, mas transferências, PIX e pagamentos não são concluídos.
- Mesmo com a conta bloqueada, faturas de cartão continuam a ser cobradas; usuários relatam não conseguir usar o crédito mesmo com limite disponível.
- Os recursos dos clientes ficam sob a gestão de um liquidante nomeado pelo BC; há proteção do Fundo Garantidor de Créditos até R$ 250 mil por CPF, conforme o caso.
- Não há prazo definido pelo BC para a liberação dos recursos nem orientação para suspender cobranças existentes; é recomendado guardar documentos e acompanhar comunicações oficiais.
O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Will Bank nesta quarta-feira (21), interrompendo as atividades da instituição. Mesmo com o processo em andamento, o aplicativo do Will Bank ainda exibe saldos, limites e faturas, mas não permite transferências, pagamentos ou uso de cartões. A cobrança de faturas continua ocorrendo, mesmo com as contas bloqueadas.
A liquidação coloca os recursos dos correntistas sob responsabilidade de um liquidante nomeado pelo BC. Nesse cenário, os valores só devem ser liberados conforme a condução do processo. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) assegura até 250 mil reais por CPF para depósitos e produtos garantidos, mas o acesso aos recursos depende do andamento do processo.
Instabilidades no app começaram na noite de terça (20), com relatos de falhas em transfers, PIX e compras no cartão. O BC atribui os problemas à paralisação do processamento de cartões pela Mastercard, contribuindo para a decisão de liquidar o banco digital. Estima-se que a instituição tinha aproximadamente 7 bilhões de reais em passivos e cerca de 8 bilhões em transações vinculadas à Mastercard.
Entre os clientes afetados, Cassandra Mendes, de 29 anos, relatou ter dinheiro na conta, mas não conseguir pagar a fatura de janeiro. Ela já havia quitado a fatura de dezembro pela manhã, mas a fatura seguinte permaneceu em aberto. Relatos semelhantes apontam que, embora o aplicativo mostre limite disponível, as operações não são efetivadas.
Apenas de forma geral, o BC confirmou que a liquidação envolve a organização dos saldos e pagamentos conforme a legislação, sem prazo definido para a liberação. A ordem de prioridade de pagamentos depende do liquidante e das regras do FGC. Não houve orientação oficial para suspender cobranças durante o processo.
Quem tinha recursos no Will Bank passa a ser credor no processo de liquidação. Variedades de crédito, incluindo saldos de cartão, podem continuar sujeitos a cobrança, com juros e possível negativação em caso de inadimplência, até que haja a definição formal de pagamento pelo liquidante. O BC não indicou medidas para evitar cobranças durante a liquidação.
Especialistas consultados destacam que clientes com recursos no Will Bank devem guardar extratos, comprovantes de saldo e registros de movimentação até a decretação da liquidação. A orientação é acompanhar comunicados oficiais do BC, do liquidante e do FGC para entender o cronograma de pagamentos, sem realizar novas movimentações que possam ser bloqueadas.
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