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Bolsa de NY em Davos projeta novo ciclo de IPOs, incluindo empresas brasileiras

NYSE projeta ciclo estável de IPOs para 2026, com cinco empresas previstas para abrir capital em duas semanas, incluindo Agibank

A Bolsa de Nova York segue como alternativa relevante para listagem de empresas brasileiras em busca de liquidez e valuations mais altos, segundo executivo da NYSE
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  • A NYSE prevê um ciclo sustentado de IPOs em 2026, com condições de mercado favoráveis e expectativa de mudanças regulatórias e tecnológicas.
  • Cinco empresas devem abrir capital nas próximas duas semanas, entre elas a Agibank, indicando recuperação da atividade.
  • A bolsa avalia negociar ativos tokenizados e operar 24 horas por dia em plataforma baseada em blockchain, com parceiros como Citi e BNY Mellon.
  • O Brasil, com maior participação regional, volta a figurar entre os interessados, apesar da queda de liquidez na B3 e do fluxo de capital migrando para Nova York.
  • A NYSE mantém ceticismo quanto a consolidação de bolsas na LatAm e aposta no uso de dados de mercados de previsão para investidores institucionais.

Em Davos, a NYSE sinaliza um ciclo de IPOs para 2026, com expectativas de mudanças regulatórias e avanços tecnológicos. O otimismo se ancora na visão de um mercado mais favorável para novas emissões, incluindo empresas brasileiras.

Chris Taylor, chefe de Listagens Globais da NYSE, afirmou em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, que cinco companhias devem abrir o capital nas próximas duas semanas, sinalizando recuperação da atividade.

Entre elas está Agibank, listado entre as empresas da América Latina que entraram com pedido de IPO na NYSE no início deste ano.

IPOs 2026 e contexto regulatório

Taylor apontou que listagens nos EUA podem ser mais atrativas para emissores da região, com ênfase em inovação regulatória e de dados. O cenário atual combina demanda de investidores com valuations favoráveis para novas emissões.

Ele ressaltou que atrasos ocorridos em 2025, devido à paralisação da SEC, adiaram ofertas que já estavam prontas para chegar aos mercados. A interrupção governamental impactou cronogramas de IPOs.

O executivo indicou que mudanças regulatórias nos EUA, ainda em discussão, podem reduzir custos para empresas privadas ao abrir o capital. Uma transição de relatórios de trimestral para semestral foi citada como exemplo.

Inovação, tokenização e liquidez

Taylor descreveu a tokenização de ativos como resposta às demandas de investidores institucionais, com a NYSE utilizando sua própria infraestrutura para liquidação, junto de parceiros como Citi e BNY Mellon.

A nova plataforma permitiria negociar ativos 24 horas, incluindo ETFs e ações tokenizadas, promovendo liquidez contínua. O objetivo é manter a participação social equivalente entre tokens e ações.

Listagem de empresas brasileiras e regional

Segundo o executivo, cerca de 100 empresas latino-americanas já atuam na NYSE, com Brasil no centro das atenções. A valorização de emissores brasileiros na NYSE persiste apesar da liquidez menor na B3.

Agibank figura entre os nomes citados como exemplo de emissores brasileiros com potencial IPO na NYSE, ao lado de gigantes históricos como Petrobras e Vale, além de novos players como Nubank e VTEX.

Taylor destacou que a liquidez reduzida no Brasil tem levado algumas empresas a buscar captação em Nova York, ampliando fluxos de capital para fora do mercado doméstico. O Brasil mantém forte participação na demanda externa.

Integração de bolsas na LatAm e mercados de previsão

O executivo manifestou ceticismo quanto a consolidação de bolsas na América Latina, questionando ganhos reais de liquidez com fusões regionais. A liquidez de mercados é citada como componente essencial para investidores institucionais.

Sobre mercados de previsão, a NYSE, por meio da ICE, investe em plataformas como Polymarket. A ideia é explorar dados derivados de eventos futuros, distinguindo-se de apostas tradicionais.

Taylor afirmou que o quadro regulatório americano ainda não está definido, e a NYSE pode atuar na formação de padrões à medida que o marco legal evolui. O objetivo é responder à demanda por dados desses mercados.

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