- O Bitcoin fica estável perto de US$ 89.582, após uma queda a US$ 87.300 e subida breve a US$ 90.295; caiu quase 8% na semana, operando entre US$ 87.653 e US$ 96.875.
- A passagem do CLARITY Act nos Estados Unidos é vista como mais relevante para o mercado do que ruídos sobre tarifas, ainda que o formato do projeto siga atrasado.
- Analistas destacam que a euforia com o compromisso dos EUA com cripto dissipou-se e que o atraso da Lei tende a manter a incerteza no setor.
- Houve turbulência no mercado de títulos japoneses (JT longos) em 21 de janeiro, com spillover para Treasuries dos Estados Unidos e a maior volatilidade visto desde agosto, levando autoridades a pedir calma.
- Em curto prazo, pressão simultânea sobre juros e ativos de risco pode reduzir a appetite por criptomoedas; no médio e longo prazo, cenários variam conforme políticas de juros e adoção institucional de BTC.
Bitcoin caiu abaixo de 90 mil dólares, mas se manteve próximo de esse patamar após movimentos voláteis ao longo do dia. Na hora da atualização, a cotação rondava 89.6 mil dólares, com variação de 0,2% nas últimas 24 horas.
Ontem, a criptomoeda chegou a 87,3 mil dólares e depois recuperou para pouco acima de 90,2 mil. Ao longo da semana, a BTC recuou quase 8%, oscilando entre 87,7 mil e 96,9 mil.
Analistas destacam que a resposta do mercado depende mais de uma legislação clara do que de ruídos tarifários. A CLARITY Act, ainda sem aprovação, é vista como determinante para o futuro dos ativos digitais.
Nic Puckrin, analista da Coin Bureau, afirma que a demora da CLARITY torna o cenário regulatório a variável principal. Mesmo com declarações de apoio, a agenda não fica prioritária na sua leitura.
Segundo o analista, o otimismo gerado por compromissos dos EUA com criptos não dura diante dos atrasos legislativos. O recuo recente mostra a relevância de uma lei estável para o setor.
Puckrin aponta que dissipar a volatilidade exige aprovação rápida da CLARITY, que pode evitar incertezas prolongadas. Enquanto isso, a volatilidade de curto prazo persiste, com impactos no preço.
Bitcoin demonstra resiliência diante da volatilidade do mercado. O ativo subiu cerca de 2% neste mês, em meio a discussões institucionais no Davos sobre robustez e uso como reserva de valor.
Domin Harz, cofundador da BOB, nota que instituições acompanham de perto movimentos diários do BTC. Há foco em torná-lo mais eficiente e resistente, mantendo a segurança da camada base.
Harz enfatiza que o objetivo é desenvolver infraestruturas DeFi para o Bitcoin, facilitando participação segura e adoção ampla, sem sacrificar a segurança de sua base.
Pressões estruturais permanecem estáticas, segundo a Bitunix. O mercado de bonds viu um choque de liquidez, testando a credibilidade da política monetária global.
Em 21 de janeiro, o mercado de títulos japonês registrou queda repentina, elevando rendimentos de 30 e 40 anos. O movimento foi descrito como extremo, atingindo Treasuries dos EUA.
Ministros das Finanças do Japão e do Tesouro dos EUA pediram calma para conter a narrativa de “armamento” dos mercados de dívida. Verbalização não garante controle da volatilidade, alertam os analistas.
Entre os fatores, as autoridades destacam o cenário de alta de juros no Japão, incerteza eleitoral e expectativa de intervenções não convencionais do Banco do Japão. Isso influencia o humor de risco.
Para o mercado de criptos, o choque nos títulos evidencia a fragilidade de ativos de refúgio tradicionais. Em curto prazo, a pressão simultânea em títulos e ativos de risco pode reduzir a procura por criptos.
Mediano prazo pode fortalecer o caso do BTC como ativo não soberano se a politização de títulos e intervenções monetárias se tornar comum. A longo prazo, a queda sustentada das taxas pode reprecificar o peso do cripto no portfólio.
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