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Equador impõe novas tarifas ao transporte de petróleo colombiano

Equador aplica tarifa de trinta por cento ao petróleo colombiano transportado pelo OCP, em retaliação ao narcotráfico; energia elétrica fica fora da reciprocidade

O presidente do Equador, Daniel Noboa. Foto: Evaristo SA / AFP
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  • O Equador anunciará tarifa de 30% sobre o petróleo colombiano transportado pelo Oleoduto de Petróleo Pesado (OCP), entrará em vigor em 1º de fevereiro.
  • A medida foi anunciada pela ministra do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano, como parte de uma resposta à atuação colombiana na fronteira.
  • Em retaliação, Bogotá aplicou tarifa de 30% sobre cerca de vinte produtos equatorianos e suspendeu o fornecimento de energia elétrica.
  • O OCP, majoritariamente controlado pelo Estado equatoriano, tem capacidade de 450 mil barris por dia; há outro oleoduto de 360 mil barris por dia para transportar petróleo até o Pacífico.
  • Em novembro, a produção de petróleo do Equador foi de 469 mil barris por dia, com 39% desse volume transportado pelo OCP.

O Equador anunciou a aplicação de tarifas sobre o petróleo colombiano transportado pelo Oleoduto de Petróleo Pesado (OCP), em meio a uma guerra comercial com a Colômbia. A ministra do Meio Ambiente e Energia, Inés Manzano, informou a decisão nesta quinta-feira.

Quito já havia comunicado, na quarta-feira, a tarifação de 30% sobre as importações colombianas, alegando que o país não coopera o suficiente no combate ao narcotráfico na fronteira comum. A medida visa fortalecer a segurança de fronteira, a balança comercial e a segurança energética.

Bogotá respondeu nesta quinta-feira com a mesma tarifa de 30% sobre cerca de 20 produtos equatorianos e suspendeu o fornecimento de energia elétrica. A medida de reciprocidade vale para o petróleo transportado pelo OCP, com exceção da energia elétrica.

A tarifa de 30% para o transporte de petróleo colombiano pelo OCP entra em vigor em 1º de fevereiro. A energia elétrica fica fora da aplicação, pois o Equador enfrenta déficit nessa área, assim como os serviços de logística de hidrocarbonetos.

O OCP é controlado majoritariamente pelo Estado equatoriano e tem capacidade para 450 mil barris por dia. O Equador também opera outro oleoduto, com capacidade de 360 mil bpd, para levar petróleo da Amazônia ao Pacífico.

Em novembro, a produção de petróleo do Equador atingiu 469 mil bpd, com 39% desse volume transportado pelo OCP, segundo dados do Banco Central. O país exporta petróleo e importa combustíveis, equilibrando supply e demanda internos.

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