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Metropolitan Opera avalia venda de murais de Chagall de vários andares

Metropolitan Opera avalia vender murais de Chagall avaliados em $55m para cobrir custos, enquanto acordo com a Arábia Saudita enfrenta atraso

Marc Chagall's murals for the Metropolitan Opera, visible through the left-most and right-most archways, have been collectively valued at $55m by Sotheby's
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  • O Metropolitan Opera anunciou a demissão de 22 trabalhadores e cortes salariais para executivos, além de avaliar a venda de murais de Marc Chagall para ajudar a cobrir custos.
  • Os murais site-specific The Triumph of Music e The Sources of Music, criados em 1966, foram avaliados em 55 milhões de dólares pela Sotheby’s; caso vendidos, o comprador ficaria responsável por manter as obras no local.
  • Os murais já foram usados como garantia de empréstimo em 2009, durante um período de dificuldades financeiras.
  • A direção adiou uma produção da próxima temporada, Khovanshchina, citando necessidades de receita após o acordo de 200 milhões de dólares com a Arábia Saudita ter sido adiado.
  • O Met tem orçamento operacional de 330 milhões de dólares por ano, recebeu 120 milhões do patrimônio no último exercício e busca novas fontes de receita, incluindo possíveis naming rights e locação do espaço entre as temporadas; Sting fará uma apresentação de The Last Ship em junho.

O Metropolitan Opera, maior instituição de artes cênicas dos EUA, informou em 19 de janeiro que vai demitir 22 trabalhadores, reduzir salários de executivos e avaliar a venda de murais de Marc Chagall no prédio. A medida quer cobrir custos diante de dificuldades financeiras.

Os murais The Triumph of Music e The Sources of Music, ambos multitealhados e site-specific, foram avaliados em 55 milhões de dólares pela Sotheby’s. Se vendidos, permaneceriam no local, com o novo proprietário identificado por uma placa de doação adjacente.

Antes, em 2009, o Met já havia usado os murais como garantia de empréstimo durante outra crise financeira, quando o conjunto era avaliado em cerca de 20 milhões de dólares. A atual avaliação ocorre em meio a pressões de caixa.

Segundo o The New York Times, o gerente-geral Peter Gelb informou que a casa adia uma produção da temporada por motivos de receita. O atraso está ligado ao acordo prometido de 200 milhões de dólares com a Arábia Saudita, anunciado no ano passado.

O acordo previa subsídios sauditas em troca de apresentações anuais em Riade, no Royal Opera House, durante três semanas de inverno. A assinatura ainda não se concretizou, o que levou a nova rodada de ajustes no Met.

O Met opera com orçamento anual de 330 milhões de dólares e, no último ano, precisou usar 120 milhões da doação permanente para manter custos. A instituição estuda ainda vender direitos de naming rights de seu teatro.

Como parte das medidas de contenção, o museu está alugando parte de sua casa por temporada. Em junho, a ópera receberá o musical The Last Ship, de Sting, em nove apresentações no prédio.

Gelb afirmou que a estratégia é explorar modelos de negócio mais variados para enfrentar custos elevados na gestão de uma grande casa de cultura. Ele pondera que cortes podem ocorrer sem comprometer a produção artística.

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