- Em 2026, gestores de patrimônio no Brasil ressaltam a importância do gerenciamento de risco de portfólio com foco em aplicações no exterior.
- Investimentos pesados em tecnologia devem aumentar, buscando eficiência, escala e melhores análises.
- Serviços mais abrangentes ganham espaço, com visão completa da carteira e planejamento fiscal e sucessório.
- Transparência de taxas e governança ganham peso, com reguladores ampliando regras e clientes buscando clareza.
- Ocorrência de consolidação no setor, com grupos maiores ganhando espaço para oferecer serviços e escala.
O setor de gestão de patrimônio no Brasil e no mundo deve seguir em frente em 2026, segundo a Forbes Brasil, que consultou grandes family offices. O cenário permanece complexo, com incertezas geopolíticas, ano eleitoral no Brasil e novas regras tributárias sobre investimentos. A necessidade de eficiência e escala passa a ser central para a competitividade.
Executivos apontam três pilares para o ano: gerenciar o risco do portfólio com foco externo, investir maciçamente em tecnologia e oferecer serviços mais dinâmicos. A consolidação entre gestoras, nacionais e estrangeiras, também aparece como tendência relevante para ganhar escala.
A revista ressalta que a atuação se concentra em grandes casas como Tori, Azimut, Santander e Mirabaud, que administram dezenas de bilhões de reais. A adesão a novas práticas busca manter a atratividade frente a clientes cada vez mais exigentes.
Investimentos no exterior vira necessidade
Famílias com atuação global e o déficit fiscal brasileiro elevam a demanda por aplicações no exterior. A distribuição internacional facilita acesso a ativos e estruturas fiscais, especialmente em períodos de alta volatilidade local.
Mesmo com a bolsa brasileira em patamar histórico, o desempenho ajustado pela inflação está cerca de 30% abaixo de 2008. Empresas nacionais também têm buscado abrir capital no exterior, ampliando o apetite por investimentos fora.
Conforme observam gestoras, a presença internacional permite diversificação e oportunidades de maior rentabilidade, com menores entraves de liquidez para ativos específicos. Grupos globais já possuem estruturas que facilitam esse acesso aos clientes brasileiros.
O Santander, por meio de seu family office, passa por uma transição para uma atuação global, com unidades regionais independentes. A mudança visa atender famílias que vivem em várias jurisdições e se tornam cidadãs fiscais em diferentes países.
Investimento em tecnologia
As operações devem investir em inteligência artificial para acelerar leituras de análises, geração de relatórios e organização de grandes volumes de dados. A tecnologia é vista como meio de ampliar escala e melhorar a qualidade dos aconselhamentos, sem substituir a expertise humana.
A expectativa é que sistemas avancem a eficiência e a velocidade de tomada de decisão, mantendo o papel estratégico dos profissionais. Contudo, há desafios relativos à proteção de dados dos clientes ao incorporar IA.
Empresas de menor porte também buscam fortalecer capacidades tecnológicas para competir com grupos maiores, especialmente em cenários de juros elevados e maior demanda por serviços integrados.
Consolidação
A segmentação entre players globais, casas menores especializadas e ganhos com tecnologia abre espaço para aquisições. A consolidação é vista como caminho viável para obter escala, ampliar serviços e acessar infraestrutura de investimentos internacionais.
Executivos destacam que, em muitos casos, operar sozinho tornou-se inviável. Integrar-se a um grupo maior oferece acesso a talentos, redes globais e sistemas mais robustos, fortalecendo a oferta aos clientes.
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