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BRB avalia empréstimo e aporte de acionistas para cobrir prejuízo com Master

BRB avalia empréstimo, aporte de controladores ou Fundo de Investimento Imobiliário com imóveis do governo para cobrir rombo superior a R$ 3 bilhões com o Master, sujeito a aprovação do BC e da Câmara do DF

Agentes da Polícia Federal entram no BRB, Banco de Brasília, na primeira fase da operação Compliance Zero em novembro — Foto: Reuters/Mateus Bonomi
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  • O BRB avalia tomar empréstimo ou pedir aporte de acionistas e controladores para cobrir o rombo relacionado ao Banco Master; o plano será encaminhado ao Banco Central para aprovação.
  • O valor do rombo estimado supera R$ 3 bilhões; o governo do Distrito Federal é o acionista controlador, com 71,92% do BRB.
  • As alternativas em estudo incluem: criação de um Fundo de Investimento Imobiliário com imóveis do governo do DF; empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos; aporte dos controladores.
  • Se incluídas no plano, essas medidas precisam da aprovação da Câmara Legislativa do DF, além da chancela do Banco Central.
  • O governo do DF já sinalizou a possibilidade de um aporte direto; o BRB afirmou que permanece sólido, seguro e operando normalmente.

O BRB informou nesta sexta-feira que avalia medidas para cobrir um potencial rombo decorrente das negociações com o Banco Master. Entre as possibilidades estão empréstimo, aporte de acionistas e controladores, ou outras formas de capitalização. O plano ainda está em elaboração e será enviado ao Banco Central para avaliação.

O banco detalhou alternativas em estudo, que incluem a criação de um Fundo de Investimento Imobiliário com imóveis do governo do Distrito Federal, a contratação de empréstimo junto ao Fundo Garantidor de Créditos e aporte dos controladores. O objetivo é recompor o equilíbrio de capital e manter a operação estável.

O governo do Distrito Federal é o acionista controlador do BRB, com 71,92% do capital. A Câmara Legislativa do DF e o Banco Central precisam validar as medidas, caso integrem o plano de capitalização. A previsão é que o BRB entregue o plano até março.

O BRB afirmou que, mesmo diante do cenário, permanece sólido, seguro e operando normalmente. A auditoria interna segue em andamento para estimar o rombo e esclarecer responsabilidades. A Polícia Federal e o Ministério Público investigam possíveis irregularidades na operação com o Master.

O rombo estimado supera os três bilhões de reais, segundo apuração da TV Globo. O aporte pode contemplar tanto recursos de governança interna quanto apoio externo, sempre sujeito à aprovação regulatória. A operação envolve ainda questionamentos sobre governança e análise de crédito.

Historicamente, o BRB investiu cerca de 16,7 bilhões de reais no Master entre 2024 e 2025. Em 2025, houve tentativa de compra do Master com forte apoio do governo do DF, mas a operação foi barrada pelo BC. Em novembro, houve afastamento do então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, no âmbito de investigações.

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