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Intel projeta lucro abaixo do esperado e ações sofrem maior queda em 1 ano e meio

Projeção abaixo do esperado e falhas na manufatura derrubam ações da Intel, na maior queda em um ano e meio

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  • Ações da Intel caíram cerca de 17%, para US$ 44,84, na sexta-feira, em resposta a guidance fraco e dificuldades na manufatura.
  • O guidance para o primeiro trimestre ficou entre US$ 11,7 bilhões e US$ 12,7 bilhões, com lucro por ação de oito centavos, abaixo do consenso.
  • O CEO Lip-Bu Tan informou que será necessária “tempo e determinação” para reverter a situação, com margens previstas em 34,5%, abaixo dos 37,9% do quarto trimestre.
  • A Intel esgotou seus estoques e não haverá nova oferta de chips lucrativos para servidores até o fim do primeiro trimestre; a produção deve aumentar apenas em 2027.
  • A demanda por chips para data centers é robusta, mas a empresa precisa equilibrar a produção entre servidores e PCs para não prejudicar clientes de PCs.

A Intel apresentou projeções frustantes para 2026, o que levou as ações a recuarem cerca de 17% na sexta-feira. O CEO Lip-Bu Tan alertou sobre dificuldades na manufatura e disse que será necessário tempo para reverter o quadro. O movimento ocorreu após a divulgação do guidance e da teleconferência com analistas.

A fabricante de chips informou que as estimativas de receita e lucro do primeiro trimestre ficaram abaixo das expectativas de Wall Street. A sessão de perguntas e respostas reforçou que a recuperação pode levar vários trimestres.

A caída das ações levou a mínimos intradiários não vistos desde agosto de 2024. Na véspera, a ação encerrou o pregão anterior em 54,32 dólares, com ganhos relevantes nos últimos 12 meses.

Desempenho operacional e perspectivas

A Intel não terá oferta adicional de chips lucrativos para servidores até o fim do primeiro trimestre, segundo o diretor financeiro Dave Zinsner. A empresa esgotou seus estoques, e a produção deve retornar apenas gradualmente ao longo de 2027.

Gastos com novas fábricas e equipamentos em 2026 devem ficar próximos dos níveis de 2025, sinalizando mudança na estratégia de cortes. A partir de 2027, a produção adicional deve ganhar ritmo, conforme a empresa.

Eficiência e valores de mercado

Zinsner também apontou que não é possível elevar agressivamente a produção para servidores sem prejudicar clientes de PCs. As margens devem recuar para 34,5% no trimestre atual, ante 37,9% ajustadas no último período.

Tan avaliou que o rendimento e a produção precisam melhorar, ressaltando que a demanda por chips continua forte, mas a recuperação depende de melhorias operacionais. A companhia trabalha para reduzir gargalos de fábrica.

Contexto setorial e impacto regulatório

A empresa tem visto apoio de investidores e do governo dos EUA, que incentivam a reestruturação da indústria doméstica de semicondutores. A Intel competirá com a AMD e poderá enfrentar pressão de preços de memória que afetam laptops.

A atividade de Foundry, unidade fabril da Intel, gerou 4,5 bilhões de dólares em receita, alta de 3,8% em relação ao ano anterior, sustentando a dependência das próprias linhas de produtos para pedidos externos.

Panorama financeiro recente

No quarto trimestre, a receita caiu 4,1%, para 13,7 bilhões de dólares, com lucro por ação ajustado de 15 centavos. Analistas esperavam cerca de 9 centavos por ação, segundo dados compilados pela Bloomberg.

A receita do primeiro trimestre projeta entre 11,7 bilhões e 12,7 bilhões, com um ponto central abaixo das estimativas de Wall Street. A empresa continua buscando equilíbrio entre demanda, produção e margens.

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