- O USDA elevou a projeção da safra brasileira de soja 2025/26 para 178 milhões de toneladas, sustentada por condições climáticas favoráveis no Centro-Oeste e no Sul.
- A relação estoques/uso globais subiu 40 pontos-base, pressionando os preços da soja em Chicago, que giram em torno de US$ 10,5 por bushel.
- No milho, revisões positivas de produção nos Estados Unidos e na China aumentaram os estoques globais em 4,2%, levando a queda de cerca de 6% nos preços na semana.
- A ANEC aponta que as exportações brasileiras de soja para a China podem cair 10 milhões de toneladas em 2026, com normalização nas relações EUA-China e redirecionamento a outros destinos.
- O acordo entre União Europeia e Mercosul pode sustentar a demanda pela soja brasileira, ainda com incertezas sobre o Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR) previsto para fim de 2026; margens de esmagamento melhoraram no quarto trimestre de 2025 por alta do farelo, com biodiesel resiliente.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima a projeção da safra brasileira de soja 2025/26, para 178 milhões de toneladas, ante 175 milhões na leitura anterior. A revisão é sustentada por condições climáticas favoráveis no Centro-Oeste e no Sul.
Essa melhoria de oferta ampliou a relação estoque/uso global em 40 pontos-base, pressionando a soja em Chicago, que opera perto de US$ 10,50 por bushel. No entanto, o mercado acompanha variações de outros grãos e de insumos.
Desdobramentos de milho e algodão
Conforme o Agri Monitor, as revisões de produção nos EUA e na China elevam os estoques globais de milho em 4,2%, puxando quedas de cerca de 6% nos preços na semana. Já o algodão reage positivamente, com queda de estoques globais prevista devido a menor colheita indiana e maior consumo na China.
Conflitos geopolíticos recentes também podem pressionar a ureia e abrir riscos tarifários nos EUA, afetando margens dos produtores. A ANEC aponta queda potencial de 10 milhões de toneladas nas exportações brasileiras de soja para a China em 2026, diante de uma normalização das relações sino-americanas.
Mercosul, UE e caminhos de demanda
O acordo entre União Europeia e Mercosul pode sustentar demanda pela soja brasileira, ainda que haja incertezas ligadas ao Regulamento Europeu Antidesmatamento (EUDR), com entrada prevista para o fim de 2026. O desfecho pode estimular produtos de maior valor agregado, como farelo e óleo.
No setor de esmagamento, margens melhoraram no quarto trimestre de 2025 com a recuperação do farelo de soja, enquanto o biodiesel mantém resistência, refletindo a dinâmica de preços e demanda por derivados.
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