- O Reino Unido deve reduzir a cota de importação de aço estrangeiro sem tarifas, para proteger a indústria nacional em meio a excesso de oferta global.
- As autoridades avaliam alterar o sistema de cotas que permite importar uma quantidade antes de aplicar uma tarifa de 25%.
- Cotas com tarifa zero mais baixas podem ser anunciadas em abril, para entrarem em vigor em 1 de julho.
- A medida ocorre em meio a excesso de aço impulsionado por exportações da China, o maior produtor mundial, e outros países buscando compradores.
- As cotas de importação estão sob salvaguardas e expiram em junho; o governo está sob pressão para substituí-las por limites mais restritivos.
A Grã-Bretanha quer reduzir a quantidade de aço estrangeiro que permite importado sem tarifas. O objetivo é proteger a indústria local diante de excesso global de oferta, alimentado pela produção chinesa e pelo aumento do protecionismo. Governantes avaliam mudar o sistema de cotas que determina a cobrança de 25% sobre o que excede o volume autorizado.
Fontes a par de conversas apontam que cotas de importação livres de tarifas mais baixas podem ser anunciadas em abril, com vigência a partir de 1º de julho. As mudanças visam restringir o fluxo de aço proveniente de fora, mantendo controle sobre o abastecimento interno.
O excedente de aço mundial cresce com exportações da China, maior produtora global. Em dezembro, as exportações chinesas atingiram novo recorde, enquanto produtores como Vietnã, Coreia e Turquia também buscam clientes, ampliando pressões sobre mercados terceiros.
A discussão ocorre em meio a um histórico de salvaguardas que substituíram medidas da União Europeia em 2018 e, depois do Brexit, foram adotadas pelo Reino Unido até junho de 2026. As regras atuais não podem ser estendidas segundo normas da Organização Mundial do Comércio.
Especialistas do setor avaliam impactos de uma redução de cotas. A capacidade de produção local pode estar em risco se as importações ficarem restritas demais, enquanto representantes da indústria defendem limites mais firmes para evitar dumping de importados.
Gareth Stace, da UK Steel, afirma que medidas comerciais robustas são essenciais para manter a viabilidade do setor, até que haja controle efetivo sobre a capacidade de produção externa. A mensagem reforçada é a necessidade de limites que reflitam a demanda real do país.
Um porta-voz do governo afirmou que as definições sobre cotas ainda estão em estudo e não há decisão final. O governo ressalta o compromisso com um futuro positivo para a produção de aço e empregos no setor, prometendo detalhar a estratégia do aço ainda neste ano.
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