- Brasil deve realizar, em abril, seu primeiro leilão de energia para baterias em escala de rede.
- Empresas chinesas, como Huawei, estão entre as interessadas, potencialmente disputando com Tesla, Petrobras e Axia Energia.
- A China é grande investidora no setor elétrico brasileiro, com projetos representando 45% dos investimentos do país na relação entre Brasil e China entre 2007 e 2024.
- O leilão acompanha tendência da América Latina, com Chile, Argentina e México já adotando ou planejando projetos de armazenamento em baterias.
- A Huawei atua como fornecedora de equipamentos e busca parcerias para vencer o leilão; a China domina a cadeia de produção de células e insumos de baterias.
O Brasil prepara o seu primeiro leilão de energia para baterias em escala de rede, marcado para abril. Grandes players internacionais devem participar, entre eles chinesas como Huawei, além de Tesla, Petrobras e Axia Energia.
Segundo o BloombergNEF, o leilão ocorre após outros países da região iniciarem contratos de armazenamento. Chile, Argentina e México já avançam em projetos e metas de expansão de baterias.
Entre 2007 e 2024, projetos elétricos chineses responderam por 45% dos investimentos da China no Brasil, totalizando US$ 35 bilhões, segundo o Conselho Empresarial Brasil-China.
O governo espera que o leilão impulsione 2 gigawatts de capacidade de armazenamento, enquanto a BNEF projeta ganho anual de cerca de 1,3 gigawatt-hora até 2030 para o país.
Interesse e participação de chinesas
As chinesas trazem vantagens, destacam especialistas, pela liderança na produção de baterias e pela experiência na integração de sistemas de armazenamento. Mesmo assim, concorrentes locais atuam como integradores e fornecedoras.
Além da Huawei, outras empresas chinesas com presença no Brasil já expressaram interesse em participar da licitação, como State Power Investment, China Energy Engineering e China Three Gorges.
A Huawei planeja atuar como fornecedora de equipamentos e busca parcerias para vencer o leilão. A empresa indica que não basta importar baterias da China, é preciso integrar o sistema no local.
Especialistas ressaltam que, ainda que haja domínio de fornecimento de hardware pela China, o campo de atuação não ficará apenas com chinesas: fabricantes ocidentais e regionais também participarão.
Avisa-se que o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, tem buscado atrair empresas chinesas e esteve na China para encontros com Huawei, CATL e outras, enfatizando a importância da relação Brasil-China.
A avaliação de analistas aponta que, independentemente do vencedor, muitos equipamentos para baterias virão de fornecedores chineses, dadas as cadeias produtivas globais da área.
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