- Em 3 de dezembro, ficou decidido que todos os recursos federais do Institute of Museum and Library Services (IMLS) seriam restabelecidos; o Seattle Art Museum havia perdido entre $300.000 e $400.000 em 2025, parte de um orçamento anual de $42 milhões.
- Uma pesquisa da American Alliance of Museums (AAM) com 511 diretores mostra que um em cada quatro relatou receitas menores que em 2019; o financiamento federal representa apenas 3% da média de renda dos museus.
- Mais da metade dos diretores viu queda no público desde 2019; 29% atribuem as quedas a turismo desligado e incerteza econômica, com variações por estado.
- Alguns museus registram recuperação local: Toledo Museum of Art tem 50% mais visitantes do que logo após o lockdown; Art Institute of Chicago está 13% acima do ano anterior, porém 7% abaixo do pré-pandemia; Seattle Art Museum voltou aos níveis de 2019.
- Custos operacionais sobem e dependência de arrecadação diminui; mão de obra, materiais e frete ficaram mais caros; museus estão buscando diversificar fontes de financiamento e concentrar-se mais na comunidade local.
O setor sofre com queda de público e cortes de verba, levando museus a mirar no público local. Em 3 de dezembro, uma decisão federal reinstituiu todas as subvenções do Institute of Museum and Library Services (IMLS), aliviando o Seattle Art Museum (SAM), que teve cortes de cerca de US$ 300 mil a US$ 400 mil em 2025. O museu tem orçamento anual de cerca de US$ 42 milhões.
Apesar de o impacto direto não ter sido fatal para todas as instituições, os dirigentes apontam efeitos persistentes. A incerteza econômica e mudanças no comportamento de visitantes e doadores elevam preocupações sobre a saúde financeira de longo prazo no setor.
Frequência de visita e financiamento
Uma pesquisa da American Alliance of Museums com 511 diretores, publicada em novembro, aponta que 25% registram caixa mais fraca que em 2019. O financiamento federal representa, em média, 3% da receita dos museus. A instabilidade econômica amplia a busca por fontes alternativas de renda.
Mais da metade dos respondentes disse ter menos visitantes que em 2019, e 29% associam queda à fraca retomada do turismo ou à incerteza econômica. A dependência de visitas locais varia conforme o modelo de cada instituição.
Exemplos locais
O Toledo Museum of Art vive aumento de 50% na visitação desde o fim das restrições, superando o nível pré-pandemia, em parte devido à gratuidade. O Art Institute of Chicago contabiliza alta de 13% vs. o ano anterior, com recuperação maior de público doméstico do que internacional.
Em Seattle, a presença de visitantes permanece estável em níveis próximos aos de 2019, apesar da redução de turistas causada pela retração do turismo canadense. O SAM destacou que a participação local é relevante, com visitantes locais representando a maior parcela, mesmo com turismo aportando cerca de 15% do público total.
Despesas e estratégias
Os diretores destacam que custos operacionais subiram: mão de obra, materiais de construção e frete registram aumentos significativos. Instituições como CAMH relatam cortes de financiamento federal que não foram compensados por maior filantropia, exigindo maior diversidade de fontes de renda.
Dados do setor indicam queda de arrecadação de fundos de doadores, fundações e apoio público entre 2019 e 2024, ajustados pela inflação. Mesmo com esse cenário, grandes componentes de captação, como doações estratégicas, permanecem cruciais para sustentação de projetos e expansão de acervos.
Foco na comunidade
Especialistas ressaltam que compreender e atender a comunidade local passa a ser central. O Seattle Art Museum afirma que é necessário ter relação concreta com os moradores para manter a relevância do espaço. A tendência aponta para estratégias que valorizem o público regional, ao invés de depender majoritariamente de turismo internacional.
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