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Bank of America prevê continuidade do TMEC, com revisões anuais

Bank of America prevê TMEC sobreviver a revisões anuais, com incerteza persistente que pode impactar investimento, ainda que projete 1,2% de crescimento para México neste ano

Facahda de una sucursal de Bank of America, en California.
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  • Bank of America prevê que o TMEC continuará em vigor, mas passará por revisões anuais, mantendo o formato trilateral mesmo após a consulta de julho.
  • O banco projeta crescimento do PIB mexicano de 1,2% em 2026, após recuo de 0,4% em 2025 aliado a menor investimento e incerteza externa.
  • Segundo a instituição, romper o TMEC seria um golpe duro para a economia mexicana, com o crescimento ficando abaixo do cenário base.
  • Em 2026, a inflação deve fechar em cerca de 4,1%, influenciada por aumento de impostos, tarifas fora do TMEC e efeito temporário do Mundial; o Bank of America espera cortes na taxa de juros do Banco do México, para chegar a 6%.
  • O peso é projetado em torno de 17,30 por dólar no cenário-base, com possível depreciação para 18,25 por dólar no fim de 2026 devido à incerteza do TMEC.

Bank of America vê continuidade do TMEC, com revisões anuais. O banco projeta que o TMEC sobreviverá à revisão de julho, mas com mudanças relevantes, segundo Carlos Capistrán, chefe de economias para México, América Latina e Canadá. A expectativa é por avaliações periódicas ao longo do tempo.

Para o banco, a incerteza derivada da avaliação do acordo e de possíveis frentes em aberto deve frear investimentos no México. A revisão de 2025-2026 manterá volatilidade, com queda gradual da incerteza a partir de julho, mas sem zerá-la.

Projeções sobre o TMEC

Capistrán afirma que o acordo tende a permanecer trilateral, apesar de temas específicos que podem ficar abertos, especialmente na área de energia com o México. Isso pode levar a revisões mais frequentes, em vez de mudanças profundas imediatas.

O banco também aponta que EUA usa o TMEC como ferramenta de pressão para obter concessões em temas comerciais, migratórios e de segurança, mantendo o México com tarifas relativamente baixas quando atende aos requisitos do tratado.

Cenário econômico mexicano em 2025-2026

Segundo a instituição, 2025 foi marcado por queda na inversión pública e privada, redução do consumo e incerteza nas tarifas globais, o que gerou queda de 0,4% do PIB. Em 2026, a previsão de crescimento é de 1,2%.

A projeção aposta em exportações fortes, com possível efeito positivo sobre o consumo por conta de um ambiente de cooperação regional na América do Norte. Mesmo assim, a instituição mantém cautela diante de mudanças do TMEC.

Inflação, política monetária e câmbio

Para 2026, o Bank of America estima inflação em 4,1%, influenciada por aumento de impostos sobre refrigerantes e tabaco, além de tarifas e impactos de precificação ligados ao Mundial. O banco aponta que o Banco do México deve manter ritmo de cortes, chegando a juros próximos de 6%.

A instituição projeta o peso em torno de 17,3 por dólar, com possível depreciação no segundo semestre por incertezas relacionadas ao TMEC. O cenário externo mais fraco também pode influenciar o câmbio.

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