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Caso Master: PF encerra 1º dia sem ouvir dois investigados

PF encerra primeiro dia de depoimentos no caso Master e BRB, com dois investigados ausentes e um em silêncio; investigação aponta empresa de fachada Tirreno

Prédio do Banco Master em São Paulo
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  • PF encerrou o primeiro dia de depoimentos no caso envolvendo o Master e o BRB, com dois investigados ausentes e um terceiro em silêncio.
  • Os sócios da Tirreno, André Felipe de Oliveira Seixas Maia e Henrique Souza e Silva Peretto, pediram nova data para depor e permaneceram em silêncio diante das perguntas.
  • O ex-diretor financeiro do BRB, Dário Garcia Junior, foi o único a responder aos questionamentos da PF.
  • O superintendente-executivo de Tesouraria do Master, Alberto Felix, também ficou em silêncio; a defesa dele pediu acesso integral à investigação.
  • A investigação aponta que o Master comprou créditos de dívidas da Tirreno, totalizando R$ 12,2 bilhões, e que a Tirreno, criada em novembro, alterou o nome e a atividade em dezembro, com Maia como diretor.

A Polícia Federal encerrou o primeiro dia de depoimentos no caso que envolve o Banco Master e o BRB, ligado ao governo do Distrito Federal. Dois investigados não compareceram e um terceiro permaneceu em silêncio durante as oitivas por videoconferência.

Apesar de quatro depoimentos previstos para hoje, as defesas de André Maia e Henrique Peretto solicitaram nova data, alegando indisponibilidade de parte do material da investigação. Ambos não responderam aos questionamentos da PF.

Já o ex-diretor financeiro do BRB, Dário Garcia Junior, foi o único a falar, respondendo às perguntas. O último a depor foi o superintendente-executivo de Tesouraria do Master, Alberto Felix, que também permaneceu em silêncio.

Alberto Felix afirmou, ao pedir a palavra, que não exercia cargo de diretor do Master e que assinava documentos por procuração, sob demanda da diretoria. Ele ressaltou ser funcionário da instituição, com exigência de duas assinaturas para validade de documentos.

A PF mantém quatro depoimentos agendados para segunda-feira. Entre eles, o ex-diretor de Compliance do Master, Luiz Antônio Bull, que deve comparecer presencialmente ao STF com o advogado Augusto Arruda Botelho.

Outra testemunha prevista é Angelo Antonio da Silva, sócio do Master, que deve falar por videoconferência. A defesa dele, segundo o UOL, tende a optar pelo silêncio.

O ministro Dias Toffoli deve decidir, com base nos depoimentos e no material da PF, se o caso permanece no STF ou segue para outra instância. A decisão será tomada após análise dos elementos colhidos.

Investigação aponta que o Master buscou recuperar a saúde financeira por meio de créditos de uma empresa de fachada. A acusação sustenta que o banco comprou e revendou ao BRB direitos de recebimento de dívidas da Tirreno, criada em novembro de 2024.

Segundo o MPF, o Master teria adquirido créditos da Tirreno sem comprovar a existência dos créditos e os repassou ao BRB, que realizou pagamento imediato. As informações indicam transferência de 12,2 bilhões entre jan-maio de 2025.

A Tirreno, inicialmente chamada SX 016 Empreendimentos e Participações, alterou o contrato social em dezembro de 2024, passando a Tirreno Consultoria Promotoria de Crédito e Participações. O ex-funcionário Maia foi nomeado diretor da Tirreno.

A assinatura de contrato entre o Master e a Tirreno ocorreu em 5 de dezembro de 2024, dois dias após a mudança de nome e capital social, conforme apuração da investigação.

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