- Comerciantes britânicos atribuem alta de preços à fatura de energia e ao aumento das contribuições do NIC para empregadores, implementado no orçamento do governo.
- A inflação nos preços de lojas subiu 1,5% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano anterior, acima do esperado e da média dos últimos três meses.
- Os preços dos alimentos subiram 3,9% na comparação anual em janeiro, com a inflação de alimentos frescos chegando a 4,4%.
- A executiva-chefe da British Retail Consortium, Helen Dickinson, afirmou que a inflação ainda não atingiu o topo, ressaltando custos de energia para negócios e o NIC como fatores impulsionadores.
- O NIC passou de 13,8% para 15% para empregadores, com o teto de cobrança reduzido de £ 9.100 para £ 5.000 anuais; comércio diz que varejistas repassam custos aos clientes e que isso pressiona a inflação.
O aumento de preços no varejo britânico é atribuído a custos de energia mais altos e ao aumento das contribuições do NIC para empregadores, segundo o British Retail Consortium (BRC). Em janeiro, as vendas de todos os produtos subiram 1,5% na comparação com o mesmo mês de 2025, ante alta de 0,7% em dezembro.
Os preços de alimentos cresceram 3,9% frente ao mesmo mês do ano anterior, com a inflação de produtos frescos em 4,4%. O BRC aponta que não houve desaceleração ainda, citando custos energéticos elevados e o efeito contínuo das mudanças no NIC.
A executiva-chefe do BRC, Helen Dickinson, destaca que a inflação ainda não atingiu o pico e que o repasse de custos de energia para o comércio continua pressionando os preços. Meat, peixe e fruta foram os itens mais impactados pela demanda e pela oferta.
A medida de reposição em vigor, anunciada pela nova gestão, elevou a taxa de NIC de 13,8% para 15% desde abril do ano passado, com o limiar de incidência reduzido de £ 9.100 para £ 5.000 anuais. O salário mínimo também subiu, em 6,7%, em abril.
O BRC já havia mostrado que o aumento conjunto de NIC e energia elevou o custo de empregar um trabalhador de salário mínimo em até 10% para o custo total de uma loja, e até 13% para trabalhadores em meio período, com impactos em toda a cadeia de fornecimento de alimentos.
A organização ressalta que o ambiente é desafiador para famílias, que as redes varejistas estão tentando manter preços estáveis, mas margens reduzidas e políticas públicas elevadas dificultam a gestión de custos. Um porta-voz do Tesouro declarou que as decisões orçamentárias visam reduzir listas de espera, dívida e o custo de vida, destacando previsões de queda da inflação alimentar.
Segundo o BRC, o aumento de encargos energéticos — em parte devido a tributos verdes — também se reflete nos preços ao consumidor. Dados oficiais indicam inflação de 3,4% em dezembro, com o PMI apontando custos elevados no mês de janeiro.
Contexto de custos
Mike Watkins, da NIQ, afirma que o consumo cauteloso deve manter descontos em vigor após o fim das promoções de inverno, com varejistas buscando atrair clientes mesmo diante da inflação persistente.
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