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Copom mantém Selic em 15% e sinaliza cautela na semana da Super Quarta

Copom mantém Selic em quinze por cento e sinaliza cautela; cortes devem começar apenas em março, em meio a quórum reduzido no BC e inflação ainda acima do centro de metas

Reunião do Copom em 29 de janeiro de 2025. Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central
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  • Copom deve manter a Selic em 15% ao ano na reunião de quarta-feira, 28, marcando a quinta decisão consecutiva sem mudanças.
  • O mercado projeta início de cortes apenas em março, mesmo com desaceleração gradual da inflação.
  • O quorum será reduzido, já que dois diretores deixaram o Banco Central no fim de 2025 e ainda não foram substituídos.
  • A decisão ocorre em uma Super Quarta, quando Copom e Fed se reúnem no mesmo dia, o que tende a aumentar a volatilidade nos mercados.
  • Expectativas apontam a Selic encerrando 2026 entre 12,25% e 12,5%, com cortes graduais ao longo do ano e inflação de 2026 prevista em torno de 4%.

O Copom deve manter a Selic em 15% ao ano na reunião marcada para quarta-feira, 28, posição que perdura desde junho de 2025. A decisão deverá ser anunciada no Brasil, com o mercado prevendo estabilidade e sem mudanças.

Mesmo com inflação em desaceleração gradual, o comitê é visto sinalizando cautela para evitar pressões futuras sobre a política monetária. A projeção comum é de início de cortes apenas em março, em relação à meta de inflação.

A leitura do mercado indica que, mesmo com a inflação menos acelerada, não há espaço imediato para flexibilização. Dois diretores deixaram o BC no fim de 2025 e ainda não foram substituídos, reduzindo o quórum da reunião.

O que é a Super Quarta

A decisão ocorre na chamada Super Quarta, dia em que o Copom coincidirá com o Federal Reserve, nos EUA. O Fed tende a manter a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano, o que costuma elevar a volatilidade nos mercados globais.

Antes da decisão, o mercado reduziu a projeção de inflação para 2026 para 4%, ainda acima do centro da meta, mas abaixo do teto. Mesmo com cortes ao longo do ano, a Selic é projetada a encerrar 2026 entre 12,25% e 12,5%.

Perspectivas para 2026

As estimativas indicam trajetória lenta de ajuste da política monetária brasileira. Mesmo com movimentos de cortes ao longo de 2026, não se espera mudança brusca na trajetória, mantendo a taxa real elevada frente a cenários internacionais.

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