- Reunião do Copom ocorre entre 27 e 28 de janeiro de 2026, com expectativa de manutenção da Selic em 15% ao ano.
- Santander afirma que o comunicado deve ser parecido com o de dezembro e pode ser interpretado como hawkish pelo mercado, devido a mudanças pequenas nos índices macro.
- Inflação fechou 2025 em 4,26%, mas componentes como serviços permanecem pressionados; projeção para o terceiro trimestre de 2027 fica em torno de 3,2%.
- A atividade econômica segue resiliente: IBC-Br subiu 0,7% em novembro; desemprego em 5,2% e salários reais em alta.
- Perspectivas de cortes: Itaú BBA espera manutenção unânime e início de cortes em março; XP diz que flexibilização depende de reformas fiscais e do cenário pós-eleitoral, com expectativa de cinco cortes de 0,50 ponto, até chegar a 12,50% na Selic.
O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne nos dias 27 e 28 de janeiro de 2026 para a primeira reunião do órgão neste ano. A expectativa de especialistas é pela manutenção da Selic em 15% ao ano, mantendo a estratégia de cautela adotada no fim de 2025. O tema central é consolidar a postura de desinflação sem precipitar cortes.
Segundo o Santander, o comunicado deve repetir o tom da reunião de dezembro, o que pode ser interpretado pelo mercado como hawkish diante de poucos sinais de mudança na inflação e na atividade. Embora a inflação tenha desacelerado, alguns componentes seguem pressionados, especialmente serviços. A projeção de inflação do BC para o terceiro trimestre de 2027 permanece acima do centro da meta.
Dados de atividade econômica apontam resiliência: o IBC-Br subiu 0,7% em novembro, com varejo forte e indústria estável. O mercado de trabalho permanece apertado, com desemprego de 5,2% e salários reais em alta. O Itaú BBA aponta decisão unânime pela manutenção da Selic, citando a necessidade de confiança no processo de desinflação.
Possíveis desdobramentos e sinalizações
Ambos os bancos alertam que o início do ciclo de cortes pode ocorrer em breve, desde que haja melhoria adicional nas expectativas de inflação. A comunicação do Copom pode trazer ajustes pontuais para manter a porta aberta a cortes nas próximas reuniões, sem abrir mão da cautela.
Para o cenário base, Santander e Itaú projetam o primeiro corte de 0,25 ponto em março, condicionado a avanços nas expectativas inflacionárias. A reunião de janeiro tende a priorizar o tom do comunicado sobre o curto prazo, mantendo abertura para reduções futuras.
Visão da XP sobre o cenário macro
A XP aponta que a flexibilização depende de reformas fiscais e do cenário pós-eleitoral, a ser consolidado no segundo semestre. A casa avalia que o início do ciclo de afrouxamento pode ocorrer em março, seguido de pausa para reavaliação no segundo semestre, com expectativa de cinco cortes de 0,50 ponto percentual, levando a Selic a 12,50%.
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