- Índia e União Europeia concluíram negociações de um acordo comercial considerado histórico, com anúncio esperado na terça-feira.
- Assinatura formal deve ocorrer após avaliação legal de cinco a seis meses; implementação está prevista para até um ano.
- O acordo abrirá o comércio de bens entre a UE, com 27 países, e a Índia, um dos maiores mercados do mundo.
- O comércio entre as duas partes atingiu US$ 136,5 bilhões no ano fiscal de 2025.
- O acordo surge em meio a tensões com os Estados Unidos e segue uma leva de acordos da UE com Mercosul, Reino Unido, dentre outros.
India e a União Europeia encerraram as negociações de um acordo comercial de grande relevância, anunciado oficialmente nesta terça-feira pela Secretaria de Comércio da Índia, diante de relações tencas com os EUA.
O pacto prevê a livre circulação de bens entre a UE, com 27 países, e a Índia, que juntos respondem por cerca de um quarto do PIB mundial e atendem a 2 bilhões de consumidores. O governo indiano o descreve como equilibrado e voltado ao futuro.
As tratativas foram concluídas após intensas conversas e avaliação jurídica de cinco a seis meses. A implementação está prevista para ocorrer em até um ano, segundo detalhes oficiais.
Contexto geopolítico
Os acordos recentes da UE com Mercosur, Indonésia, México e Suíça ajudam ambos os lados a diversificar parcerias diante de tensões com os EUA. Nesse cenário, Nova Délhi também fechou entendimentos com Reino Unido, Nova Zelândia e Omã.
Historicamente, as negociações entre Índia e UE envolveram divisões sobre tarifas de carros e aço. A UE buscava cortes mais profundos, enquanto a Índia defendia salvaguardas para seu setor siderúrgico e agricultores.
Detalhes e próximos passos
Fontes indicam que a Índia planeja reduzir tarifas de carros importados da UE para 40% (em oposição a picos de 110%), como parte do acordo. Parte sensível de itens agrícolas fica fora do texto final para proteger milhões de agricultores locais.
O acordo ainda depende de formalização jurídica, com revisão detalhada antes da assinatura final. Uma vez assinado, o acordo passará a vigorar após etapas de ratificação nos parlamentos dos 27 estados-membros da UE e, possivelmente, no parlamento indiano.
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