- Japão planeja permitir ETFs de criptomoedas à vista, com a primeira lista potencial já em 2028, segundo a Nikkei, removendo a proibição vigente.
- Nomura Holdings e SBI Holdings estão desenvolvendo ETFs de cripto para listagem na Bolsa de Tóquio, sujeitos à aprovação regulatória.
- Se aprovados, os ETFs permitiriam negociação de ativos digitais como ações ou ETFs de ouro.
- A SBI já havia sinalizado planos de lançar ETFs relacionados a XRP e a uma combinação de ouro e cripto, com o primeiro produto visando Bitcoin e XRP.
- O ministro das Finanças, Satsuki Katayama, disse que 2026 pode ser o “ano digital” e manifestou apoio à negociação de criptomoedas em bolsas, citando a experiência norte-americana.
A Agência de Serviços Financeiros do Japão (FSA) está avaliando a inclusão de criptomoedas na lista de ativos elegíveis para ETFs de venda a descoberto no mercado à vista. Segundo a Nikkei, o Japão pode aprovar seu primeiro conjunto de ETFs de criptomoedas à vista já em 2028, caso avance no processo. A medida marcaria o fim da proibição atual.
Essa possibilidade sinaliza uma resposta à demanda dos investidores por acesso a ativos digitais, que tem ganhado força no país. Em agosto de 2025, um executivo da KPMG Japão indicou que o lançamento de um ETF de Bitcoin poderia sofrer atraso para 2027, conforme o cenário regulatório evoluísse.
Entre os protagonistas do movimento, destacam-se Nomura Holdings, maior gestora de ativos do Japão, e SBI Holdings, gigante dos serviços financeiros. Ambos trabalham em produtos de ETF relacionados que aguardam aprovação para negociação na Bolsa de Tóquio.
Caso aprovado, os ETFs de criptomoedas permitiriam aos investidores negociar ativos digitais com funcionamento similar aos ETFs de ações ou de ouro. Em 2023, SBI já havia sinalizado planos para lançar ETFs ligados a XRP e Bitcoin, incluindo uma carteira de Ouro e Cripto.
A SBI, em apresentação de agosto anterior, mostrou dois produtos: um ETF de Ouro e Cripto com exposição majoritária em Bitcoin e um ETF de Bitcoin e XRP, ampliando a diversificação entre cripto e ativos tradicionais.
Historicamente, os Estados Unidos e Hong Kong já aprovaram ETFs de criptomoedas à vista em 2024, abrindo precedentes para o Japão. O avanço regulatório nipônico mira acompanhar a demanda de investidores que desejam exposição a cripto.
Paralelamente, o ministro das Finanças do Japão, Satsuki Katayama, tem destacado interesse em tornar 2026 um ano de digitalização, com apoio à negociação de cripto em bolsas. Em publicações locais, a autoridade ressalta a propagação de produtos de investimento em cripto no exterior.
Essa conjuntura reforça o debate sobre como estruturar a oferta regulatória para ativos digitais. Especialistas sinalizam que ETFs à vista podem ampliar a liquidez do mercado japonês, desde que haja salvaguardas adequadas.
As autoridades enfatizam que o objetivo é oferecer acesso mais amplo a cripto, mantendo padrões de proteção ao investidor. A decisão final depende de avaliação regulatória e da aceitação do mercado.
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