- O preço do ouro ultrapassou US$ 5.000 por onça pela primeira vez, chegando a US$ 5.078/onça, conforme a Bloomberg.
- O movimento ocorre em meio a temores de novo shutdown nos EUA e a tensão política envolvendo políticas de Donald Trump, tarifas contra o Canadá e disputas com a Europa sobre Groenlândia.
- O ouro já subiu cerca de 90% desde a posse de Trump, há pouco mais de um ano.
- Analistas destacam que a alta reflete appetite por proteção de valor diante da queda do dólar e de receios sobre a economia global.
- O ambiente de incerteza acompanha sinais de que o dólar pode perder força, o que sustenta a demanda por ouro como diversificação de investimentos.
O preço do ouro avançou acima de US$ 5.000 a onça pela primeira vez, encerando o dia em US$ 5.078. O salto ocorreu na segunda-feira, com queda de 1,8% do ouro frente ao fechamento anterior, segundo a Bloomberg.
O movimento ocorre em meio a incertezas geradas por políticas de Donald Trump e declarações que alimentam receios de maior volatilidade. Temores de uma possível paralisação do governo também contribuem para a demanda por ativos considerados refúgio.
Investidores acompanham ainda a ameaça de tarifas de 100% sobre o Canadá caso haja acordo com a China, além de tensões entre EUA e Europa sobre a postura em relação à Groenlândia. O dólar e a dívida pública também aparecem como fatores de pressão.
Especialistas ressaltam o papel do ouro como proteção contra riscos à economia global. Dados de mercado indicam busca por diversificação em ativos tangíveis diante da incerteza econômica e política.
Para analistas, o repique pode continuar enquanto persistirem as tensões macroeconômicas. O ouro é visto como reserva de valor em meio às flutuações do câmbio e a possíveis ajustes de políticas monetárias.
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