- SoftBank interrompeu as negociações para adquirir a Switch, operadora americana de data centers, em acordo avaliado em US$ 50 bilhões.
- A desistência cancela um anúncio previsto para janeiro e ocorre diante de dúvidas sobre o tamanho do negócio e a complexidade de operar campuses nos EUA, de Las Vegas a Atlanta.
- O movimento era central para o projeto Stargate, ambição de Masayoshi Son de ampliar a infraestrutura de IA com aportes significativos.
- No início do mês, o SoftBank fechou acordo de US$ 3 bilhões para comprar a DigitalBridge, gestora que atua como aliada da Switch.
- A Switch prepara-se para abrir o capital ainda neste ano, e qualquer acordo com o SoftBank enfrentaria o escrutínio do Comitê de Investimentos Estrangeiros dos EUA (CFIUS).
O SoftBank interrompeu as negociações para comprar a Switch, operadora americana de data centers. O acordo, avaliado em cerca de US$ 50 bilhões, não avançou, frustrando a aposta de Masayoshi Son em infraestrutura de IA por meio do controle direto de rede de data centers.
A desistência veio após meses de discussão sobre o negócio, que envolveria operações em diversos campus nos EUA, de Las Vegas a Atlanta. A Switch havia sido apontada como peça central do projeto Stargate, ambicioso plano de ampliar capacidade computacional para parceiros como OpenAI e Oracle.
O anúncio da aquisição planejado para janeiro foi cancelado, e o SoftBank segue com outras operações no setor. No início do mês, a empresa fechou acordo de US$ 3 bilhões para comprar a DigitalBridge, gestora de investimentos na bolsa de Nova York.
Contexto de IA e estratégia de investimentos
A desistência ocorre em meio a um cenário de pressões regulatórias e de avaliação de risco sobre grandes operações transnacionais. A Switch prepara-se para uma possível abertura de capital ainda neste ano, com avaliação estimada em cerca de US$ 60 bilhões, incluindo dívidas, segundo analistas.
A operação acompanhava a estratégia de Masayoshi Son, que já ampliou a participação na OpenAI para cerca de 11% com US$ 22,5 bilhões, e concluiu aquisições como Ampere Computing (US$ 6,5 bilhões) e a unidade de robótica da ABB (US$ 5,4 bilhões).
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