- O mercado global de stablecoins ultrapassou 284 bilhões de dólares em circulação, com USDT e USDC respondendo por mais de 90% da oferta.
- Analistas veem stablecoins como complemento aos depósitos bancários, não como ameaça à estabilidade financeira, citando o marco federal GENIUS Act para moedas estáveis lastreadas por fiat.
- Estima-se que pagamentos, liquidez de negociação e remessas transfronteiriças atinjam entre 2 e 3 trilhões de dólares até 2028.
- Bancos e grupos setoriais alertam que a migração de depósitos para stablecoins pode elevar custos de funding e reduzir crédito, enquanto líderes da indústria contestam o risco sistêmico.
- Dados de uso mostram expansão além de especulação: o valor mundial de transações em stablecoins chegou a 33 trilhões em 2025, com USDC processando 18,3 trilhões e USDT, 13,3 trilhões.
O mercado global de stablecoins atingiu mais de 284 bilhões de dólares em circulação, levantando o debate sobre se esse crescimento ameaça os bancos tradicionais ou apenas reforça uma nova infraestrutura financeira. Analistas veem as stablecoins como complemento aos depósitos.
A discussão ganhou força após o historiador Niall Ferguson e o economista Manny Rincon-Cruz defenderem que o risco de desestabilização bancária é exagerado, mesmo com oposição de grupos do setor à remuneração de stablecoins. Eles destacam diferenças entre tokens estáveis e cripto volátil.
O artigo de opinião cita que stablecoins lastreadas em fiat funcionam como instrumentos de pagamento, impulsionadas pela GENIUS Act, lei norte-americana que criou um marco federal para stablecoins de pagamento e limitou reservas a caixa, fundos em bancos e Treasuries de curto prazo.
As autoridades citadas no texto apontam que stablecoins lastreadas em fiat ultrapassaram 284 bilhões de dólares, com a dominação de USDT (Tether) e USDC (Circle) somando mais de 90% da oferta. As transações de pagamento e liquidez devem crescer entre 2 e 3 trilhões de dólares até 2028.
Bancos têm reagido com cautela: entidades de defesa do setor financeiro alertam que верões de recompensas de plataformas podem atrair depósitos para fora do sistema bancário. Associações bancárias citam impactos potenciais em custos de funding e disponibilidade de crédito.
Executivos do JPMorgan indicaram que moedas digitais remuneradas podem configurar um sistema paralelo ao bancário tradicional, com menor proteção. A pressão de lobistas para alterar a CLARITY Act gerou resistência de empresas de criptomoedas e atrasos em audiências do Senado.
Contexto histórico: Ferguson e Rincon-Cruz argumentam que stablecoins se comportam mais como notas de banco do que depósitos e crescem junto com depósitos, não os substituindo. Dados citados mostram USDC desde 2018 e crescimento de depósitos em mais de 6 trilhões de dólares no mesmo período.
Empresas do setor destacam que recompensas não são novas e não causaram fuga de depósitos mesmo em períodos de juros baixos. O CEO da Circle, Jeremy Allaire, afirmou que os programas de fidelidade são equivalentes a sistemas de recompensa da indústria financeira tradicional.
Dados de uso indicam a escala já atingida: o valor global de transações com stablecoins somou 33 trilhões em 2025, alta de 72% frente a 2024. USDC processou 18,3 trilhões de pagamentos; USDT, 13,3 trilhões, segundo fontes do mercado.
O Fundo Monetário Internacional reconhece ganhos de eficiência em pagamentos transfronteiriços com stablecoins, ao mesmo tempo em que aponta riscos em mercados emergentes e a necessidade de coordenação regulatória.
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