- O ataque de frio ártico derrubou mais de 110 EH/s de poder de mineração de Bitcoin nos EUA, atrasando a produção de blocos para cerca de 12 minutos.
- A queda mais significativa ocorreu na FoundryUSA, com hashrate caindo de ~340 EH/s para ~242 EH/s; a Luxor caiu de ~45 EH/s para ~26 EH/s; houve reduções menores em Antpool e Binance Pool.
- Operadores de rede, como ERCOT no Texas, disseram que as condições permanecem estáveis mesmo com o frio extremo, e mineradores participam de programas de resposta à demanda para aliviar a pressão na rede.
- A frente de tempestade cobre cerca de 1.800 milhas, podendo afetar até 60 milhões de pessoas em mais de uma dúzia de estados, com risco de quedas de energia e interrupções de serviços.
- O hashrate médio semanal da rede Bitcoin ficou em ~992 EH/s, queda de ~13,7% em relação ao pico de outubro; o preço da criptomoeda caiu quase 30% desde o pico de outubro; Bitdeer afirma estar pronto para apoiar a rede se houver restrições de fornecimento.
O frio extremo que varre os Estados Unidos levou mineradores de Bitcoin a desligarem parte de sua capacidade. Mais de 110 exahashes por segundo ficaram offline, reduzindo temporariamente a produção de blocos para cerca de 12 minutos. A medida visa aliviar a pressão sobre as redes elétricas regionais.
Dados em tempo real apontam quedas expressivas na hashrate de grandes operadoras. FoundryUSA caiu de aproximadamente 340 EH/s para 242 EH/s no fim de semana. Luxor mostrou baixa similar, de 45 EH/s para 26 EH/s. Pequenas reduções também ocorreram em Antpool e Binance Pool, elevando a estimativa total de cortes além dos 110 EH/s.
Essa desaceleração coincide com uma massa de ar ártico que traz neve, gelo e temperaturas subzero ao Centro e Leste do país. Operadores de redes registraram alertas de conservação, enquanto o ERCOT, no Texas, disse que as condições se mantêm estáveis, apesar do frio intenso.
Impacto na estabilidade da rede
A redução de hashrate ocorre em meio a um episódio que difere do colapso de fevereiro de 2021, quando a Tempestade Uri causou apagões generalizados. Desde então, o Texas aumentou a capacidade de grandes cargas, em parte associadas a mineração de Bitcoin e operações de data centers.
Alguns miners continuam participando de programas de resposta à demanda, o que permite reduzir rapidamente o consumo de energia em momentos de tensão na rede. Segundo a imprensa especializada, esse modelo de uso flexível representa uma mudança em relação ao passado, quando não havia infraestrutura para equilíbrio durante eventos climáticos extremos.
Bitdeer, mineradora com atuação global e mais de 293 mil rigs, afirmou que não espera interrupções significativas causadas pela tempestade. A empresa explicou que a rede de confiabilidade elétrica reconhece os mineradores como grandes cargas flexíveis, aptas a reduzir o uso de energia sob solicitação.
Cenário de mercado e perspectivas
As curtailments ocorrem em um momento de queda no hashrate de rede, com a média móvel de sete dias girando em torno de 992 EH/s, queda de cerca de 13,7% desde o pico histórico em outubro. O preço do Bitcoin também recuou, aprofundando pressões econômicas sobre mineração.
A storm afeta uma região que concentra uma parcela relevante do hashrate global, já que os EUA detêm aproximadamente 38% do total, segundo estimativas de índices do setor. A manutenção de operações estáveis é, portanto, relevante para a segurança da rede.
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