- ZachXBT alega que o responsável por um roubo multimilhionário de criptomoedas de carteiras do governo dos EUA é o filho do CEO de uma empresa contratada para custodiar ativos apreendidos.
- As cifras estariam ligadas a carteiras associadas a ativos confiscados no hack da Bitfinex, em 2016.
- As afirmações ainda não foram comprovadas em tribunal e não houve acusações até a publicação.
- A CMDSS, sediada em Haymarket, Virgínia, recebeu, em outubro de 2024, contrato com o Serviço de Marshals para custodiar e dispor de ativos digitais não comuns.
- A investigação de ZachXBT cita mensagens em Telegram entre o alegado suspeito, identificado como John Daghita, e outra pessoa, além de questionamentos anteriores da GAO sobre a CMDSS.
ZachXBT afirma que o responsável por um furto multimilionário de criptomoedas de carteiras sob controle do governo dos EUA seria o filho do CEO de uma empresa contratada para custodiar ativos apreendidos. A acusação envolve dezenas de milhões de dólares em criptomoedas.
Segundo o influenciador, a origem dos recursos estaria ligada a carteiras conectadas aos ativos apreendidos no hack da Bitfinex, em 2016. A investigação aponta uma persona online chamada “Lick” como o principal elo com o universo investigado.
O analista afirmou que John Daghita, identificado como a pessoa por trás de “Lick”, seria filho de Dean Daghita, presidente e CEO da CMDSS, empresa contratada pelo Serviço de Marshals para custodiar parte dos ativos apreendidos.
CMDSS contratada para ativos não convencionais
Registros públicos indicam que a CMDSS, com base em Haymarket, Virgínia, recebeu contrato em outubro de 2024 para ajudar a custodiar e descartar ativos digitais classificados como Classe 2–4.
Esses ativos incluem tokens não suportados por grandes exchanges e que demandam tratamento especializado. As acusações não foram a julgamento e não há denúncias formais até o momento.
CMDSS não comentou o assunto quando contatada pela imprensa. A empresa já foi alvo de questionamentos relacionados a registros regulatórios e potenciais conflitos de interesse envolvendo ex-funcionário do Marshals Service.
Contexto do inquérito e desdobramentos
A investigação de ZachXBT ganhou tração após uma disputa gravada em grupo de Telegram entre a persona “Lick” e outra pessoa, revelando tentativas de comprovar controle sobre saldos elevados.
Durante a troca, houve compartilhamento de tela de uma carteira Exodus com endereço Tron que continha cerca de US$ 2,3 milhões, seguido de uma transferência de aproximadamente US$ 6,7 milhões em ether. Parte das transações foi consolidada.
O rastreamento de transações apontou uma carteira que recebeu cerca de US$ 24,9 milhões de uma carteira governamental em março de 2024, associada aos ativos apreendidos na Bitfinex. Em outubro de 2024 ocorreram movimentos atípicos de aproximadamente US$ 20 milhões.
Situação atual e contexto regulatório
As acusações permanecem no campo das alegações não comprovadas. Não houve acusações criminais anunciadas até a publicação. A CMDSS não respondeu a pedidos de comentário no período. Questionamentos sobre custódia de cripto já eram discutidos em análises públicas.
Em paralelo, registros de protestos de 2024 indicaram críticas à atuação do Marshals Service na gestão de ativos digitais. Relatórios de 2025 apontaram dificuldades para contabilizar e estimar reservas de bitcoin sob custódia.
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