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2025: Renascimento dos Fundos Multimercados é pauta de especialistas

Em 2025, fundos multimercados rendem 12,6%, melhor desde 2009, com reversão de resgates e expectativa de captação em 2026

2025 marca um ano de recuperação para a indústria
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  • Em 2025, fundos multimercados tiveram retorno de aproximadamente 12,6%, melhor desde 2009, com o IHFA da ANBIMA fechando o ano em 15,33%.
  • O ciclo de resgates e a liquidez pressionada no passado foram revertidos, permitindo que gestores operassem sem venda forçada e explorassem oportunidades de assimetrias.
  • O ambiente de volatilidade, eleições no Brasil e incertezas externas ajudou fundos flexíveis a entregarem retorno descorrelacionado, com dólar em queda e risco global favorável.
  • O setor passa por maturação: maior governança, profissionalização, consolidação entre gestoras e demanda por estratégias com retorno descorrelacionado e preservação de capital.
  • O cenário para 2026 depende de cortes de juros e captação: deve haver melhoria se a taxa de juros cair, mas mudanças tributárias também podem impactar a atratividade dos multimercados.

Em 2025, os fundos multimercados brasileiros e globais registraram recuperação expressiva após anos de resgate de recursos e rentabilidade contida. O ano ficou marcado pela virada operacional e pela normalização dos fluxos, que favoreceram a geração de alpha em ambiente de maior volatilidade.

No Brasil, o IHFA, índice da ANBIMA, fechou o ano com alta de 15,33%. Globalmente, a Hedge Fund Research Inc. aponta ganho de cerca de 12,6% para a classe, o melhor resultado desde 2009. O movimento confirma a retomada de captação e de desempenho.

A reativação ocorreu após um ciclo de resgates que pressionou liquidez e dificultou estratégias. Gestores ganharam espaço para recompor posições e explorar oportunidades sem a necessidade de vender ativos forçadamente, o que elevou a eficiência operacional.

A volatilidade passou a atuar como aliada dos multimercados. O cenário político no Brasil, eleições iminentes e incerteza fiscal externa contribuíram para distorções de preços relativos, abrindo janelas de oportunidade para estratégias macro.

Segundo executivos, parte relevante da recuperação veio da desvalorização do dólar e do ambiente risk-on global. A combinação com altas bolsas emergentes e inflação sob controle parcial sustentou o retorno acima do esperado.

A indústria brasileira passa por maturação e maior profissionalização. Há menos espaço para estratégias genéricas e maior demanda por governança, gestão de risco e resultados consistentes, o que favorece a seleção de gestoras.

Além disso, registra-se consolidação entre players e foco crescente em fundos capazes de entregar retorno descorrelacionado e preservação de capital, características centrais dos multimercados.

O cenário para 2026 dependerá dos juros, da disciplina das gestoras e da confiança dos investidores. A expectativa é de captação mais expressiva, desde que haja queda gradual da Selic e atratividade competitiva em relação à renda fixa.

A Focus aponta taxa de 12,25% ao fim de 2026. Analistas ressaltam que mudanças tributárias em estudo também podem favorecer o segmento, elevando a atratividade dos multimercados caso aprovadas.

No plano internacional, o movimento de resgates em fundos globais ganhou ritmo semelhante ao observado no Brasil. Ainda assim, especialistas destacam oportunidades específicas locais, como estruturas de precatórios e FIDCs, que podem gerar alpha para gestores bem posicionados.

O próximo capítulo envolve fluxos de captação em um cenário de juros baixos no longo prazo. A expectativa é de que a indústria, já mais consolidada, retome a relevância como ferramenta de alocação com retorno descorrelacionado.

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