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Calor de 40°C na Argentina ameaça produtividade de milho e soja

Calor acima de 40°C e seca comprometem milho e soja na Argentina; produção pode recuar se não chover até fevereiro

Processamento de grãos de soja em instalações
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  • O calor intenso, com temperaturas próximas a 40°C, e clima seco estressam as lavouras de milho e soja na Argentina, maior exportador de farelo e óleo de soja.
  • Com o plantio praticamente encerrado, 93,1% do milho e 96,2% da soja já foram semeados, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires.
  • A falta de chuva pode reduzir a produtividade do milho na temporada 2025/26, com expectativa de revisões para baixo das estimativas de produção.
  • O cinturão agrícola central, especialmente sul de Santa Fé e norte de Buenos Aires, precisa de 70 a 80 milímetros de chuva para recuperar as lavouras.
  • Algumas áreas, como La Pampa e o noroeste de Buenos Aires, tiveram chuvas de 60 a 70 milímetros no fim de semana, aliviando a crise de calor e seca.

O calor extremo e o clima seco estão afetando culturas de milho, soja e forrageiras na Argentina. Temperaturas próximas de 40°C intensificam o estresse, com a necessidade urgente de chuvas que não deve ter melhora significativa até fevereiro.

Produtores, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires e observadores indicam danos visíveis nas plantas. No milho, há relatos de espigas com menos grãos e impactos também nas pastagens de pecuária.

O plantio já estava quase finalizado, com 93,1% do milho e 96,2% da soja semeados. A previsão de safras, segundo o USDA, aponta 53 milhões de t de milho e 48,5 milhões de t de soja para a Argentina.

Danos afetam principalmente o cinturão central, entre Santa Fé e Buenos Aires, onde a necessidade de 70–80 mm de chuva é mais crítica. Agricultores destacam efeitos variados entre propriedades.

Sorgo e lavouras forrageiras apresentam rendimentos inferiores ao esperado; alguns produtores registram 2,5 t/ha, frente a 7 t/ha projetadas. A seca também reduz a disponibilidade de pastagem para o rebanho.

Chuva de alívio em algumas áreas

Em La Pampa e o noroeste de Buenos Aires, chuvas de 60–70 mm contribuíram para aliviar a tensão hídrica, segundo o produtor Marcelo Rodríguez. A variação climática seguiu com impactos assimétricos.

A Argentina é o maior exportador mundial de farelo e óleo de soja e o terceiro em milho, o que torna o cenário de calor relevante para mercados internacionais. As revisões de produção devem ocorrer conforme a evolução do tempo.

A gravidade da seca permanece desigual entre regiões, mantendo a necessidade de monitoramento e informações oficiais sobre safras 2025/26. As autoridades acompanham o ritmo das chuvas e seus efeitos sobre culturas e pastagens.

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