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Casa dos Ventos: data centers são o principal vetor de crescimento, diz Araripe

Casa dos Ventos aposta em data centers como principal vetor de crescimento; mira expansão de pelo menos 1 GW até 2029, com projetos já em andamento

O acordo será responsável pelo fornecimento de cerca de 30% de toda a energia consumida pelas plantas da mineradora no país
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  • A Casa dos Ventos, liderada pelo executivo Lucas Araripe, afirma que data centers são o principal vetor de crescimento do setor de energia no Brasil, devido à demanda por inteligência artificial, e pretende aprovar projetos até o fim do ano para expandir a capacidade em pelo menos um gigawatt.
  • Em LAIC, a empresa fechou contrato de mais de meio bilhão de dólares com a Ascenty para fornecimento de 110 megawatts médios, com participação da Ascenty em dois empreendimentos que devem entrar em operação em 2027, totalizando mais de 1,5 gigawatt de capacidade instalada.
  • Após as incertezas com o ReData, o programa federal para data centers, o mercado deve ganhar fôlego em 2026 com incentivos mais claros, fortalecendo oportunidades para geradores como a Casa dos Ventos.
  • A empresa está em negociação com Accenture, Scala e Equinix para novos projetos, cuja entrega está prevista apenas para 2028.
  • Entre o fim do ano passado e o início deste ano, a Casa dos Ventos planeja ampliar em 2,1 gigawatts a capacidade instalada de eólica e solar, com investimentos de R$ 11 bilhões a R$ 12 bilhões, buscando chegar a 2028 com 6,4 gigawatts e manter meta de 10 gigawatts até 2030.

A Casa dos Ventos afirma que data centers serão o principal vetor de crescimento da empresa, impulsionando investimentos em geração de energia para atender à demanda. O executivo Lucas Araripe, diretor executivo, destacou a importância do setor durante a Latin America Investment Conference, promovida pelo UBS. O movimento ocorre em meio ao impulso global causado pela inteligência artificial.

A assinatura de contratos recentes aponta nesse rumo. A empresa fechou com a Ascenty um acordo de mais de meio bilhão de dólares para fornecer energia a centros de dados, envolvendo 110 MW médios. O acordo também prevê participação societária da Ascenty em dois empreendimentos em desenvolvimento, com operação prevista para 2027. Juntas, as usinas somam mais de 1,5 GW de capacidade instalada.

Cenário regulatório e demanda

Após o ReData, programa do governo para estimular data centers, o mercado deve ganhar fôlego neste ano, com conclusão prevista para fevereiro e maior clareza de incentivos. Araripe afirma que quanto mais incentivo houver, mais projetos chegariam ao país, beneficiando geradores de energia. Em busca de novos clientes, a Casa dos Ventos está dialogando com Accenture, Scala e Equinix, com entrega de capacidade prevista para 2028.

A empresa planeja aumentar investimentos entre fim de 2024 e início de 2025 para expandir a capacidade instalada em 2,1 GW, entre projetos eólicos e solares, com aporte estimado em 11 a 12 bilhões de reais. A meta é alcançar 6,4 GW instalados até 2028, com boa parte desse volume destinada a atender data centers e demandas da indústria. O aporte busca sustentar o crescimento do negócio, segundo o executivo.

Projeções para 2030

A Casa dos Ventos trabalha com metas ambiciosas para o horizonte de 2030. A empresa pretende elevar a capacidade instalada para 10 GW, mantendo o foco em atender ao setor de centros de dados e novas demandas industriais. As metas dependem da continuidade de incentivos e do ritmo de implementação de novos projetos, ainda em avaliação pelos mercados.

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