- A China, maior importadora, passou a pedir mais soja brasileira após cumprir parte do volume inicial de remessas dos EUA como parte de uma trégua comercial.
- Na semana passada, importadores reservaram pelo menos 25 cargas para carregamento em março e abril, com as estatais aparentemente evitando cargas dos EUA.
- A soja era um ponto de discórdia nas relações, mas Pequim concordou em aceitar remessas dos EUA como parte da reaproximação.
- Entre os últimos três meses, a China comprou cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA.
- O acordo prevê compra de pelo menos 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028; porém, os custos de frete tornam o grão brasileiro mais competitivo, enquanto tarifas de aproximadamente 13% sobre os EUA ainda persistem.
A China, maior importador de soja do mundo, aumentou as encomendas de cargas brasileiras após atender a um volume inicial de remessas dos EUA como parte de uma trégua comercial com Washington. As reservas de cargas ocorreram na semana passada, com foco em março e abril.
Importadores chineses teriam reservado pelo menos 25 cargas de grãos, segundo traders ouvidos pela Bloomberg News. O movimento ocorreu em função de margens mais favoráveis para soja brasileira em relação aos EUA, segundo fontes anônimas.
Ao mesmo tempo, empresas estatais chinesas teriam se abstido de receber cargas dos EUA, segundo as mesmas fontes. A soja funciona como ponto sensível na relação comercial entre os dois países, que passou por fases de tensões e aproximação.
A China já comprou cerca de 12 milhões de toneladas de soja dos EUA nos últimos três meses, cumprindo um compromisso assumido pelo governo dos EUA em novembro. Analistas destacam que o custo de frete favorece o produto brasileiro.
Segundo analistas, a soja brasileira apresenta prêmio menor no curto prazo em relação às cargas estadunidenses para fevereiro, o que reduz o incentivo econômico para o esmagamento de grãos norte-americanos. Essa dinâmica influencia o volume de compras.
No longo prazo, Washington afirma que a China se compromete a adquirir pelo menos 25 milhões de toneladas de soja dos EUA por ano até 2028, com possibilidade de novas cargas ainda neste ano, desde que o acordo seja implementado sem problemas.
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