- Ex-diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antônio Bull, pediu para depor por videochamada à PF a partir das 10h; depoimento inicialmente seria presencial.
- A alteração foi comunicada nesta manhã à PF; a delegada Janaína Palazzo conduz os depoimentos direto do STF, e não havia confirmação da defesa sobre o motivo da mudança.
- Até o momento, três depoimentos foram adiados; o superintendente de operações financeiras do BRB, Robério Mangueira, também teve a audiência remarcada.
- O advogado de Bull, Augusto Arruda Botelho, viajou de jatinho com o ministro Toffoli para attendar a final da Copa Libertadores em Lima, ano passado, segundo a matéria.
- A PF investiga fraudes envolvendo Master e BRB, incluindo uso de empresa de fachada para captar e revender R$ 12,2 bilhões em direitos de recebimento da Tirreno, supostamente sem pagamento ao vendedor.
O ex-diretor de compliance do Banco Master, Luiz Antônio Bull, mudou de última hora o formato do seu depoimento à Polícia Federal. Ele passará a depor por videochamada a partir das 10h de hoje, em vez de comparecer presencialmente.
A mudança foi comunicada pela PF nesta manhã. A delegada Janaína Palazzo, responsável pela condução dos depoimentos direta do Supremo, havia previsto o comparecimento presencial de Bull. A defesa ainda não respondeu à reportagem para explicar o motivo da alteração.
Até o momento, três testemunhas pediram adiamento e não falaram. Ontem, dois empresários solicitaram remarcação da audiência, e hoje o depoimento previsto para as 8h foi adiado. Entre eles está Robério Mangueira, superintendente de operações financeiras do BRB. As defesas alegam falta de acesso integral ao material da investigação.
Investigações envolvendo Master e BRB
O processo da PF apura possíveis fraudes envolvendo o Master e o BRB, banco vinculado ao governo do Distrito Federal. A linha de investigação aponta para uso de uma empresa de fachada pelo Master para captar e revender 12,2 bilhões de reais em títulos ao BRB.
Segundo as informações, o Master teria adquirido créditos da Tirreno sem pagamento e os revendeu ao BRB. A Procuradoria aponta a ausência de comprovação da existência dos créditos como possível indício de irregularidade.
A investigação também envolve André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do Master, que seria titular de uma empresa criada em novembro de 2024 para operar a operação. Maia ficou em silêncio durante depoimento à PF, limitando-se a afirmar não ter sido diretor do banco, embora tenha assinado documentos com procuração da diretoria.
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