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Liqi lança BRLD para levar o real programável ao mercado de capitais

Liqi lança BRLD, stablecoin lastreada no real, para liquidação de operações tokenizadas e tesouraria corporativa com governança on-chain

Liqi lança stablecoin BRLD para levar o “real programável” ao mercado de capitais
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  • A Liqi lançou a BRLD, stablecoin pareada 1:1 ao real, voltada para uso institucional em liquidação de operações tokenizadas e tesouraria corporativa.
  • O lastro é composto por títulos públicos federais e/ou reserva em reais, mantido de forma integral e auditado, em linha com as diretrizes do Bacen para stablecoins referenciadas em real.
  • A BRLD funciona como moeda de liquidação on-chain com governança e contratos que permitem eventos como juros, amortizações, regras de prioridade e gestão de inadimplência.
  • O objetivo inicial não é atender varejo nem pagamentos generalistas, mas reduzir fricção de caixa e tornar a tesouraria mais automatizada e com liquidez contínua.
  • O projeto é de base multi-chain, com auditoria da Fact Finance para validar reservas on-chain em tempo real, priorizando liquidação de operações tokenizadas e uso institucional, com etapas futuras previstas.

A Liqi, empresa de infraestrutura blockchain voltada ao mercado de capitais, lançou a stablecoin BRLD, atrelada 1:1 ao real. O objetivo é trazer o conceito de dinheiro programável para operações tokenizadas e para uso em tesouraria corporativa, sem mirar pagamentos de varejo.

A BRLD funciona como camada institucional de liquidação em real, conectando o mundo tradicional às trilhas on-chain com governança e controles. O lastro é composto por títulos públicos federais e/ou reserva em reais, mantido de forma integral e colateralizado.

A iniciativa surge em um momento de olhar mais atento do Banco Central e do mercado para ativos virtuais lastreados em real, além de discussões sobre liquidação mais eficiente. A proposta não pretende competir com PIX ou boletos para o varejo.

Lançamento e objetivos principais

A primeira aplicação da BRLD é atuar como moeda de liquidação em operações tokenizadas, especialmente em securitizações. Também visa uso como instrumento de tesouraria corporativa, reduzindo a necessidade de caixa pulverizado e fricções operacionais.

O conceito de dinheiro programável permite que contratos inteligentes gestionem regras de destino, horários e auditoria. Assim, a BRLD pode bloquear usos indevidos e executar eventos automaticamente conforme contratos.

A BRLD foi projetada para suportar eventos comuns de estruturas de securitização, como juros, amortizações, waterfalls e distribuição a investidores, incluindo cenários de inadimplência e recompras.

Governança, lastro e compliance

Segundo a Liqi, a estabilidade e a governança vêm de padrões institucionais. A empresa afirma que o lastro é totalmente auditável e mantido com transparência por meio de dados on-chain.

A auditoria fica a cargo da Fact Finance, que utiliza oráculos para validar a integridade das reservas. A Liqi destaca que a plataforma opera com suporte multi-chain, em redes compatíveis com EVM.

Sócios da Liqi incluem Itaú, Oliveira Trust, Galápagos Capital e Pátria Investimentos, reforçando o histórico institucional por trás da solução.

Roadmap e perspectivas

O lançamento foca uso institucional, com oferta voltada a empresas interessadas em reduzir fricção de caixa e obter liquidez contínua. Futuras etapas poderão explorar aplicações além do eixo institucional, conforme maturidade regulatória e do ecossistema.

A Liqi ressalta que, neste estágio, a BRLD não é voltada a varejo nem a listagens amplas em exchanges, nem a pagamentos transfronteiriços, abrindo espaço para evoluções futuras conforme o ambiente regulatório permitir.

Sobre a infraestrutura e integração

A BRLD foi desenvolvida para integração com fluxos digitais do mercado, buscando atender à necessidade de liquidação em tempo real com trilha de auditoria. A ideia é facilitar operações de tesouraria e estruturas financeiras complexas, mantendo conformidade com regras regulatórias.

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