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Stuhlberger aponta dólar a R$4,40 como valor justo

Stuhlberger aponta dólar justo em R$ 4,40, cerca de 15% abaixo de R$ 5,20; cenário depende de ajuste fiscal e do resultado das eleições de outubro

Luis Stuhlberger, CIO e CEO na Verde Asset Management
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  • Luis Stuhlberger, da Verde, afirmou que o valor justo para o dólar é de R$ 4,40, cerca de 15% abaixo da cotação atual de R$ 5,20, durante painel na LAIC do UBS na terça-feira, 27.
  • Mesmo com o real valorizado em torno de 10% a 11% no último ano, a moeda brasileira é uma das menos beneficiadas pela queda global do dólar.
  • Segundo o gestor, a convergência para esse patamar depende de fatores como a política fiscal do Brasil e o rumo da economia; não há garantia de ajuste imediato.
  • Stuhlberger comentou que a política do presidente dos EUA pode favorecer a desvalorização do dólar para ampliar exportações, embora isso dependa de fatores externos.
  • Sobre o cenário pós-eleições, analistas divergem: Rodrigo Azevedo afirma que pode haver ajuste fiscal ordenado com juros caindo até 8% ao ano; Bruno Serra Fernandes ressalta que o ciclo eleitoral deve trazer cautela com gastos.

O gestor Luis Stuhlberger, da Verde, participou de painel na Latin America Investment Conference (LAIC), promovida pelo UBS, e apontou um valor justo para o dólar em 4,40 reais. A cotação atual estava em 5,20 reais.

Apesar da valorização do real no ano passado, o dólar tem sido uma das moedas menos beneficiadas pela tendência global de enfraquecimento da divisa, segundo o executivo. O movimento depende de condições fiscais brasileiras e do curso da economia.

A evolução do dólar também pode estar ligada a cenários políticos, incluindo eleições. Caso haja percepção de um candidato mais alinhado ao mercado, a trajetória da moeda poderia favorecer recuo rumo ao patamar apontado.

Risco fiscal e eleições

Rodrigo Azevedo, da Ibiuna Investimentos, afirma que uma revisão fiscal deve ocorrer, ainda que haja dúvidas sobre o formato. Se a reforma for organizada, poderá haver queda dos juros, caso contrário, risco de crise.

Bruno Serra Fernandes, do Itaú, estima que o ciclo eleitoral será mais ativo. O mercado observará a conduta do Ministério da Fazenda e a linha de gastos do novo governo para 2027, mantendo cautela quanto ao ritmo fiscal.

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