- O gestor Luis Stuhlberger afirma que a tendência de desvalorização do dólar deve continuar em 2026, impulsionada pela agenda do presidente Donald Trump.
- Ele estima o preço justo do dólar em 4,40 reais; atualmente a moeda está em 5,25 reais, com queda de 3,8% no ano.
- No primeiro ano de mandato de Trump, em 2025, o dólar teria recuado cerca de 10%.
- As eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos podem mudar o cenário, caso haja enfraquecimento do partido dele; contudo, não há garantia.
- O fundo Verde manteve exposição à bolsa brasileira e, conforme relatório de dezembro de 2025, ampliou opções de compra no real e manteve posição comprada em moedas contra o dólar e no ouro; Stuhlberger não recomenda mudança de alocação no momento.
O gestor Luis Stuhlberger, reconhecido no mercado brasileiro, projeta continuidade da desvalorização do dólar neste ano, apoiado pela agenda do presidente dos EUA, Donald Trump. O comentário foi feito durante painel na LAIC, evento promovido pelo UBS BB em São Paulo nesta terça-feira.
Stuhlberger apontou que o preço justo para o dólar pode ficar em torno de 4,40 reais. Hoje, a moeda opera em 5,25 reais, com queda de 3,8% no acumulado do ano. Ele lembrou que, no primeiro ano de mandato de Trump, o dólar já recuou cerca de 10%.
Cenário cambial
O gestor ponderou que as eleições legislativas de meio de mandato nos EUA podem alterar o ritmo de desvalorização, caso o seu partido perca controle da Câmara ou do Senado. Mesmo assim, não há garantia de mudanças nas políticas atuais.
“Será que os EUA vão voltar ao que eram após Trump?”, questionou Stuhlberger, sugerindo que a tendência de valorização do ouro pode não se sustentar. Ele ressaltou que não recomenda mudanças de alocação no momento.
Perspectivas para o portfólio
O fundo Verde, carro-chefe da gestora que leva o mesmo nome e foi adquirida pela Vinci Compass, ampliou opções de compra no real. Também mantém posição comprada em uma cesta de moedas contra o dólar e em ouro, conforme relatório de gestão de dezembro de 2025.
Na renda variável, o gestor avaliou que a bolsa já “andou muito”, o que desencorajaria novas entradas. O Ibovespa acumula alta expressiva em 2025, com ganhos relevantes no início de 2026, sustentados por fluxo externo.
Stuhlberger afirmou que o investidor estrangeiro tem se mostrado menos preocupado com eleições brasileiras e com a continuidade do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Ele, porém, mostrou-se mais pessimista em relação a um possível quarto mandato do atual presidente.
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