- A Amazon confirmou 16 mil demissões nesta quarta-feira, fechando um plano de cerca de 30 mil cortes desde outubro, com possibilidade de novas reduções.
- Os cortes fazem parte da estratégia do presidente-executivo, Andy Jassy, para reduzir burocracias e abandonar negócios de baixo desempenho, com a IA sendo citada como motor de automação.
- Embora representem pouco mais de dez por cento da força de trabalho corporativa (a empresa tem 1,58 milhão de funcionários), os desligamentos atingem grande parte da área corporativa, enquanto as entregas seguem em centros de distribuição.
- A companhia também anunciou o fechamento das lojas Fresh e Go e o abandono do sistema de pagamento biométrico Amazon One.
- Beth Galetti, executiva de recursos humanos, afirmou que os cortes fortalecem a empresa, mas deixou em aberto a possibilidade de novas reduções; este é o segundo grande conjunto de demissões em três meses, após 14 mil desligamentos em outubro.
A Amazon confirmou a demissão de 16 mil funcionários nesta quarta-feira (28), completando um plano de cerca de 30 mil cortes desde outubro e mantendo a possibilidade de novas reduções. A medida integra a estratégia de Andy Jassy para reduzir burocracia e concentrar esforços em áreas de alto desempenho, incluindo IA.
Segundo a gigante, as mudanças afetam principalmente a estrutura corporativa, com a média de cortes representando quase 10% da força de trabalho administrativa, ainda que represente uma fração dos 1,58 milhão de funcionários totais, majoritariamente em centros de distribuição e armazéns. O anúncio ocorre no contexto de uso crescente de IA para automatizar tarefas.
A decisão também coincide com movimentos similares em outras empresas, como Nike, UPS e Pinterest, que anunciaram reduções nesta semana para realocar recursos a iniciativas de IA e automação. A Amazon informou ainda o fechamento das lojas Fresh e Go e a desativação do sistema de pagamento biométrico Amazon One.
Beth Galetti, chefe de recursos humanos, afirmou que a esperada redução de camadas reduz a burocracia e fortalece a empresa. A executiva indicou a abertura para ajustes adicionais em equipes específicas conforme necessário, sem confirmar prazos ou números adicionais.
A Titan de Nova York revelou internamente a possibilidade de novas demissões futuras, complementando a leitura de que o volume atual não encerra o processo de reorganização. Em outubro, a empresa já havia desligado cerca de 14 mil pessoas, marcando o maior conjunto de cortes dos últimos anos.
A operação também envolve o chamado projeto amanhecer, anteriormente relatado na imprensa: um envio acidental de e-mails indicou a designação para o plano de demissões em massa dentro da Amazon Web Services, com relatos de impactos em áreas como Alexa, Prime Video, dispositivos e publicidade. A Amazon não comentou sobre o escopo exato.
Entre na conversa da comunidade