- Copom manteve a taxa básica de juros em 15,00% ao ano, em decisão unânime.
- A sinalização é de início de ciclo de cortes na próxima reunião, entre 17 e 18 de março, se o cenário de inflação permanecer como esperado.
- O comitê ressaltou que manterá a restrição adequada para garantir a convergência da inflação à meta.
- Mercado/transparência pelo Focus aponta IPCA de 4,00% em 2026 e 3,80% em 2027, dentro da meta de 3,00% com tolerância de 1,5 ponto percentual.
- No cenário doméstico, indicadores mostram desaceleração do crescimento, mercado de trabalho relativamente resiliente e inflação recente apresentando arrefecimento, mas ainda acima da meta.
O Copom manteve a taxa básica de juros em 15,00% ao ano em reunião nesta quarta-feira, 28, conforme esperado pelo mercado. A decisão foi tomada de forma unânime pelo comitê liderado pelo presidente Gabriel Galípolo.
O comitê informou que, caso o cenário de riscos para a inflação permaneça estável, iniciará o ciclo de flexibilização na próxima reunião, marcada para os dias 17 e 18 de março. A comunicação reforça que a meta de inflação continua no foco de convergência.
A ata destacou que, no cenário doméstico, indicadores mostram queda gradual do crescimento econômico, enquanto o mercado de trabalho mantém sinais de resistência. A inflação, tanto o indicador cheio quanto as medidas subjacentes, continua acima da meta, porém em arrefecimento.
Cenário para março
Caso as projeções se confirmem, o Copom iniciará o relaxamento monetário em março, sem abdicar da política de restrição suficiente para assegurar a convergência da inflação. O mercado tem acompanhado a desaceleração recente da inflação ao consumidor.
Projeções do Focus apontam IPCA de 4,00% em 2026 e 3,80% em 2027, ainda dentro da meta de 3,00% com tolerância de 1,5 ponto percentual. As expectativas contribuem para a percepção de espaço para cortes a partir de março.
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