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Copom mantém Selic em 15% em 2026, 2ª maior taxa real do mundo

Copom mantém Selic em quinze por cento ao ano, a segunda maior taxa real do mundo; decisão é unânime e sinaliza possível corte em março

Imagem: Jonas Pereira/Agência Senado
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  • Copom manteve a Selic em 15% ao ano, decisão unânime pela quinta vez seguida.
  • É o nível mais alto desde julho de 2006 e a segunda maior taxa real do mundo, conforme monitoramento de consultorias.
  • A taxa real do Brasil é de 9,23%, atrás apenas da Rússia, com 9,88%.
  • O comitê sinalizou possível início de flexibilização na próxima reunião, caso o cenário se confirme.
  • As próximas reuniões do Copom estão previstas para 17 e 18 de março e seguem em 28 e 29 de abril.

O Copom manteve nesta quarta-feira a taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime. O resultado marca o quinto reajuste sem alteração consecutivo e consolida o nível mais alto desde julho de 2006, além de ser a segunda maior taxa real do mundo.

O índice real ficou em 9,23%, empatado entre consultorias que acompanham o monitoramento. Rússia lidera com 9,88%, seguidos por Argentina, Turquia e México, segundo o estudo citado pelas fontes. Japão aparece com o menor índice, em -1,18%.

O comitê sinalizou a possibilidade de iniciar flexibilização na próxima reunião, caso o cenário inflacionário se confirme. A decisão ocorre mesmo com o BC avaliando inflação abaixo das projeções no Focus, que aponta 4,0% para 2025.

Composição do Copom e próximos passos

A reunião ocorreu com dois diretores ausentes, cujos mandatos se encerraram em 31 de dezembro. Lula ainda não encaminhou ao Senado as indicações para substituição. A presidência permanece com o Banco Central, sem mudanças até novo nome.

Atualmente, integram o Copom: Nilton David, Ailton Aquino, Paulo Picchetti, Rodrigo Teixeira, Izabela Correa, Gilneu Vivan e Gabriel Galípolo. A pauta segue para as próximas reuniões agendadas em março e abril.

Dados e contexto adicionais

Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo BC, a inflação esperada para 2025 recuou de 4,02% para 4,0%. A meta oficial é 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou baixo. O Copom mantém a projeção de cortes futuros condicionada ao comportamento da inflação.

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