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Crise no IBGE envolve parlamentares de esquerda e acusações de constrangimento

Crise no IBGE envolve demissão de coordenadora, pleitos por diálogo e críticas à nuvem soberana, com alegações de riscos à segurança de dados

Marcio Pochmann, durante sua posse como presidente do IBGE, ao lado do presidente Lula, da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, e do vice-presidente Geraldo Alckmin. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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  • Sindicatos do IBGE criticam remanejamento de cargos de confiança após a demissão da coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, pedindo diálogo, transição adequada e processo institucional transparente.
  • Crise ocorre menos de um mês antes da divulgação do PIB de 2025; o órgão cita a implementação do Novo Ano Base do Sistema de Contas Nacionais como processo estruturante e sensível.
  • Representantes sindicais entregaram um envelope com denúncias de precarização, assédio e redução da capacidade técnica a Rogério Correia (PT-MG), que prometeu levar o material ao presidente Lula.
  • Há preocupação com a integração da “Nuvem Soberana” ao tratamento de dados do IBGE, tema que levanta questões de segurança e integridade, com debates envolvendo o Serpro.
  • O IBGE está sob o Ministério do Planejamento e Orçamento, chefiado por Simone Tebet, com Marcio Pochmann na presidência; sindicalistas acusam o presidente de atitudes antissindicais.

O IBGE enfrenta uma crise envolvendo o remanejamento de cargos de confiança e a percepção de pouca interlocução com os servidores. A discussão central envolve diálogo, transições adequadas e críticas a ações de caráter midiático ligadas à gestão de pessoal.

Após a saída da coordenadora de Contas Nacionais, Rebeca Palis, o Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística (ASSIBGE) emitiu uma nota cobrando planejamento de transição e diálogo institucional com a ex-gestora. A Presidência ainda não se manifestou oficialmente.

O momento da exoneração, apontam os sindicalistas, foi próximo ao anúncio do PIB de 2025, previsto para março, o que adiciona tensão à avaliação de impactos operacionais. A coordenação está envolvida na implementação do Novo Ano Base do Sistema de Contas Nacionais, com revisão metodológica e atualização de bases históricas.

Mudanças e preocupações internas

Representantes do ASSIBGE relataram ao longo de 2025 a abordagem de autoridades sindicais a parlamentares, em ações associadas a partidos da esquerda, com denúncias de precarização interna e assédio. A interlocução foi feita com o deputado Rogério Correia (PT-MG), que se comprometeu a encaminhar o envelope ao presidente Lula, segundo informações da entidade.

Os sindicalistas também destacaram dúvidas sobre a integração da chamada nuvem soberana ao tratamento de dados do IBGE. A preocupação é a segurança e a integridade dos dados públicos, especialmente diante de possíveis terceirizações para o Serpro.

O grupo aponta ainda que o projeto de Nuvem Soberana é alvo de críticas entre especialistas em proteção cibernética. Segundo o ASSIBGE, o IBGE já mantém um data center com funcionamento contínuo há décadas, o que reforça a necessidade de avaliar gargalos e custos da dependência de serviços externos.

O âmbito institucional é patrocinado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, chefiado por Simone Tebet, com Marcio Pochmann na presidência do IBGE. A nomeação de Pochmann gerou resistência entre parte da equipe técnica, que vê riscos ao funcionamento da entidade.

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