- Um líder de equipe da Ubisoft em Montreal afirma ter recebido suspensão disciplinar não remunerada de três dias por publicamente criticar o retorno obrigatório ao escritório.
- A empresa havia anunciado, no mesmo momento em que revelou cortes e reestruturação, que todos os funcionários devem trabalhar presencialmente cinco dias por semana.
- O comentário público de David Michaud-Cromp, feito em 23 de janeiro, questionou a motivação da medida e citou suspeita de que não seria apenas sobre cooperação ou eficiência.
- Outros funcionários também expressaram descontentamento nas redes internas, com negociações recentes em Paris prevendo duas dias de trabalho remoto semanais.
- Unidades sindicais de Ubisoft Terão, segundo relatos, pressionado por uma greve de três dias prevista para fevereiro, em resposta às mudanças e aos cortes anunciados.
A equipe da Ubisoft em Montreal afirma ter sido suspensa por três dias sem remuneração após publicar críticas públicas à recente obrigatoriedade de retorno ao escritório. David Michaud-Cromp, líder de nível, diz ter sido informado de que a punição seria por violação de dever de lealdade.
A empresa havia anunciado, na semana passada, a volta completa ao trabalho presencial para todos os funcionários, cinco dias por semana. A notícia ocorreu ao mesmo tempo em que a companhia divulgou cortes de projetos, atrasos e reestruturações que envolvem fechamento de estúdios.
Michaud-Cromp publicou críticas no LinkedIn em 23 de janeiro, questionando o retorno completo ao escritório e sugerindo que o movimento não seria motivado apenas por eficiência ou colaboração. O post circulou entre funcionários, que também expressaram insatisfação nas redes internas.
Acusações e contexto
O caso acontece em meio à reeestruturação da Ubisoft, que prevê a formação de casas criativas para consolidar equipes globais. A empresa afirma que o retorno ao trabalho no-site, com bônus de dias de trabalho remoto anuais, busca aprimorar a colaboração e o compartilhamento de conhecimento.
Fontes ouvidas pelo veículo de notícias indicam ceticismo entre os funcionários, incluindo relatos de falta de documentação ou estudos internos que comprovem ganhos de produtividade com o retorno total. A direção da Ubisoft não comentou o episodio específico de Michaud-Cromp de forma pública.
A discussão interna ocorre em um momento de tensão, com rumores de novas demissões à medida que a empresa avança com as mudanças. Observadores apontam que o ambiente corporativo da indústria de jogos tem reagido de forma variada a políticas de trabalho híbrido.
A repercussão já levou pedidos de greve de pelo menos cinco sindicatos representantes dos trabalhadores da Ubisoft, com possível paralisação em fevereiro, segundo declarações a veículos de imprensa.
Solicitada, a Ubisoft não respondeu de imediato aos pedidos de comentário, assim como Michaud-Cromp. O caso permanece em aberto, com a empresa mantendo o foco na implementação da nova estrutura organizacional.
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