- Papapá lança linha para crianças acima de três anos, com biscoitos, sucos, achocolatados e salgadinhos, prevista para o segundo trimestre.
- A marca, líder no mercado de papinhas, encerrou 2025 com faturamento de R$ 180 milhões e projeta crescer cerca de 90% em 2026.
- A Papapá detém aproximadamente 93% de participação no segmento de papinhas no Brasil, beneficiada pela saída da Nestlé em 2023.
- A empresa busca acelerar a expansão por meio de parcerias com grandes distribuidores e captação com fundos de private equity para chegar a R$ 1 bilhão em receitas nos próximos três a quatro anos.
- A internacionalização começa pelo México, sujeita à aprovação regulatória, com contatos também em estudo com Peru, República Dominicana, Argentina e Paraguai.
A Papapá, marca brasileira de papinhas, anunciou a expansão de seu portfólio com uma linha voltada a crianças acima de três anos. A novidade inclui biscoitos recheados, sucos, achocolatados e salgadinhos, prevista para o segundo trimestre. A empresa também busca acelerar o crescimento com fontes de investimento e ampliar a presença no varejo.
Fundada por Leonardo Afonso e Paula Machado, a Papapá projeta chegar a 1 bilhão de reais em faturamento nos próximos anos. Em 2025, a marca fechou com 180 milhões de reais e espera alta de aproximadamente 90% em 2026. O movimento acompanha a saída da Nestlé do mercado de papinhas em 2023, que abriu espaço competitivo.
A companhia mantém liderança de mercado no segmento de papinhas, com participação estimada em 93% segundo a Scanntech em setembro. A estratégia combina desenvolvimento tecnológico, ingredientes naturais e expansão para novos formatos de consumo infantil.
A entrada nas novas categorias eleva a Papapá a mercados maiores, como o de biscoitos, que movimenta cerca de 34 bilhões de reais no Brasil. A companhia projeta que parte relevante do crescimento virá de novos clientes, além de melhorar a execução com quem já consome a marca.
Para ampliar a distribuição, a Papapá revisa sua estratégia e firmou acordos com grandes distribuidores, incluindo empresas que atuam com Unilever e Procter & Gamble. Em paralelo, a empresa contratou Thiago Ferreira, ex-Lactalis, para fortalecer a relação com o varejo farmacêutico, principal canal de vendas.
Expansão internacional: México e outros mercados
A Papapá iniciou o processo de internacionalização a partir do México, a segunda maior economia da América Latina. A entrada depende de aprovação regulatória, com conversas também em Peru, República Dominicana, Argentina e Paraguai.
O México não abriga atualmente produtos da Papapá; a presença do mercado local é liderada por Nestlé e Heinz. A escolha da região foi facilitada por contatos do advisor argentino Nestor Sequeiros, ex Mead Johnson na América Latina.
A expansão será conduzida por uma distribuidora local, criada por uma ex-funcionária de Sequeiros que também já atuou na Kraft Heinz no México. Fundos de private equity já demonstraram interesse em investir para acelerar o crescimento.
Finanças e perspectivas de curto prazo
Os atuais investidores incluem os sócios da Ebanx e ex-diretores de Ambev, Reckitt e Burger King, que participaram de uma rodada de 5 milhões de reais em 2021. Novos recursos podem acelerar a meta de faturar 1 bilhão de reais em três a quatro anos.
A Papapá possui atuação nacional e mira ampliar a capilaridade no interior de São Paulo, Norte, Nordeste e Centro-Oeste. A empresa sinaliza disponibilidade para ampliar equipes de visitação médica, marketing e espaços premium no varejo para sustentar o ritmo de expansão.
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