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PF investiga difamação e obstrução de justiça em apuração sobre influenciadores

PF investiga difamação e obstrução de justiça no caso Master, em que influenciadores teriam recebido recursos para desinformar sobre a liquidação do Banco Central

Banqueiro, pastor e empresários: quem são os principais alvos da PF no caso do Banco Master? — Foto: Getty Images via BBC
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  • A Polícia Federal investiga difamação e obstrução de justiça no inquérito sobre o caso Master, envolvendo influenciadores digitais.
  • Os investigadores avaliam indícios de que houve pagamento a influenciadores para atacar o Banco Central com desinformação sobre a liquidação do Master.
  • A linha de atuação aponta para ataques que poderiam configurar difamação e, em outra frente, obstrução de justiça ao tentar descredibilizar o regulador.
  • O objetivo seria criar uma “nuvem de fumaça” sobre o BC e interferir no processo criminal, segundo as apurações em curso.
  • O relatório final da PF deverá confirmar ou descartar indiciamentos, após coleta de dados, postagens e depoimentos dos suspeitos.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar difamação e obstrução de justiça envolvendo influenciadores ligados ao caso Master. A investigação analisa se houve pagamento para gravar conteúdos que criticavam o Banco Central pela liquidação do banco Master.

Investigadores veem indícios de difamação ao sugerir que a liquidação foi precipitada. Também avaliam a possibilidade de tentativa de influenciar o poder judiciário ao desacreditar o Banco Central, conforme apuração preliminar.

No conjunto de apurações, o inquérito foca em duas suspeitas de crimes. As provas coletadas até o momento devem indicar condutas que precisam de confirmação, segundo as autoridades.

A PF deve ouvir suspeitos, revisar postagens e reunir depoimentos para confirmar ou descartar as suspeitas. A atuação de influenciadores, financiadores e outras pessoas próximas ao caso está entre os pontos da investigação.

A investigação cita a possibilidade de enquadramento no artigo 2º da Lei de Organizações Criminosas, que prevê pena de 3 a 8 anos de reclusão e multa para quem obstrui ou embaraça a investigação, desde que não haja crime mais grave. O objetivo é esclarecer se houve tentativa de criar uma névoa sobre a atuação do regulador e influenciar o processo criminal.

Os próximos passos incluem a consolidação de provas e a definição de eventuais indiciamentos, conforme o andamento do relatório final da PF. Até lá, permanece em aberto o resultado da apuração sobre as condutas investigadas.

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