- Estudo do IBM Institute for Business Value aponta que a competitividade em 2026 depende de velocidade de execução e segurança institucional, não apenas da adoção de ferramentas.
- Tonny Martins, presidente da IBM América Latina, afirma que é preciso combinar inovação com controle, criando ambientes com IA, governança e ecossistemas colaborativos.
- IA agêntica é destaque; 75% dos executivos brasileiros esperam que agentes de IA operem de forma independente até o fim de 2026, enquanto 65% já usam a tecnologia para acelerar decisões.
- A necessidade de operar em tempo real cresce: 82% dos executivos no Brasil veem risco de perder vantagem sem respostas rápidas; na América Latina, 99% sentem pressão para decidir mais rápido.
- Soberania de IA é prioridade para 85% dos líderes, e 95% dizem que a confiança do cliente na tecnologia definirá resultados futuros.
O IBM Institute for Business Value (IBV) divulgou estudo sobre tendências para 2026, destacando que a competitividade dependerá da capacidade de transformar tecnologia em agilidade estratégica. O relatório ressalta a importância da velocidade de execução e da segurança institucional.
Entre os temas em destaque, está a integração entre IA, governança e ecossistemas colaborativos como diferencial para enfrentar desafios complexos. Lideranças precisam combinar inovação com controle para capturar oportunidades.
Para Tonny Martins, presidente da IBM América Latina, o momento exige uma visão que una inovação e governança. A combinação de rapidez e confiança é apresentada como pilar da transformação nos próximos anos, com IA integrada a estruturas de governança.
IA Agêntica e a Era da Autonomia
A pesquisa aponta o crescimento da IA agêntica, que opera de forma independente em processos críticos. No Brasil, 75% dos executivos estimam que agentes de IA atuarão autonomamente até o fim de 2026, enquanto 65% já utilizam a tecnologia para acelerar decisões.
Segundo o estudo, a agililidade na alocação de recursos passa a depender dessas soluções, que ajudam a acelerar a tomada de decisão e a realocar capacidades estratégicas. A tendência se intensifica na América Latina.
A Corrida contra o Tempo
O relatório enfatiza a necessidade de atuar em tempo real como condição de sobrevivência. No Brasil, 82% dos executivos avaliam que perderão vantagem competitiva se não responderem rapidamente ao mercado. Na região, esse movimento é ainda mais pronunciado.
Em paralelo, a soberania de IA — controle total sobre dados e infraestrutura — aparece como prioridade para 85% dos líderes nacionais. A percepção de segurança influencia diretamente o sucesso de novos produtos e serviços.
Confiança e resultados futuros
O estudo aponta que 95% dos executivos reconhecem que a confiança do cliente na tecnologia será determinante para resultados futuros. O desempenho de organizações depende, portanto, de demonstrar segurança e confiabilidade.
Marcelo Braga, head da IBM Brasil, reforça a centralidade da IA na estratégia corporativa. Segundo ele, é essencial repensar processos, produtos e serviços, promovendo ambientes colaborativos para manter vantagem competitiva em um mercado volátil.
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