- Bots, como Account88888, dão ganhos altos em mercados de previsão do Polymarket ao explorar arbitragens de curto prazo, não ao prever o resultado.
- Um exemplo: operação de 15 minutos em mercados de BTC rendeu rendimento próximo a 175% em um único trade, levantando dúvidas sobre se é humana a estratégia.
- Clawdbot, agora Moltbot, leva automação a outro nível, conectando modelos de linguagem a ações reais no computador do usuário para negociar.
- O uso de automação envolve riscos reais: configuração técnica, necessidade de acesso aos fundos e possibilidade de falhas que causem perdas rápidas.
- Perguntas regulatórias e de sustentabilidade aparecem conforme mais bots entram no mercado, levantando dúvidas sobre impacto, ética e padrões de proteção ao investidor.
O polêmico uso de bots está redesenhando mercados de previsão, como Polymarket, em 2026. Robôs com alto índice de acerto levantam dúvidas sobre risco, justiça e regulação. A prática envolve automação para explorar pequenas oportunidades de arbitragem em períodos de alta volatilidade.
Um usuário do Polymarket, identificado como Account88888, conseguiu lucros expressivos em mercados de 15 minutos de Bitcoin. Em uma operação, investiu quase 36 mil dólares e saiu com cerca de 62 mil, anunciando retorno próximo a 175%. A taxa de acerto dele ficou próxima de 100%, suscitando questionamentos sobre a natureza da estratégia.
Muitos sinais indicam que o segredo não é previsão humana, mas automação. Pesquisadores e traders apontam que robôs buscam discrepâncias temporárias de preço entre as opções de “UP” e “DOWN”. Quando a soma de preços fica abaixo de 1 dólar, surge uma oportunidade de arbitragem com retorno garantido no fechamento.
A prática envolve bots que compram as duas opções simultaneamente, mantêm por um curto intervalo e resgatam o payout de 1 dólar ao fim do período. O modelo se baseia na matemática de desequilíbrios de oferta e demanda durante fases de alta volatilidade.
No mercado, ferramentas como Clawdbot, agora rebatizado como Moltbot, prometem facilitar a automação por meio de agentes de IA. O recurso conecta modelos de linguagem a ações no computador do usuário, executando comandos, navegação e outras tarefas. A disseminação gerou anúncios e relatos de desempenho.
Um trader com cerca de 33 mil seguidores na X descreveu ter usado Clawdbot para operar no Polymarket. Segundo a postagem, com 100 dólares de saldo inicial e acesso à API, o robô ampliou o saldo para 347 dólares em uma sessão, em apenas uma noite, com gestão de risco conservadora.
Apesar do entusiasmo, não há garantia de retorno estável. Os problemas técnicos, falhas de software e a necessidade de controlar fundos são riscos reais. O uso de automação aumenta a competição e pode reduzir margens ao longo do tempo.
Especialistas destacam que a automação não elimina a compreensão de mercado nem a gestão de risco. Mercados de previsão permanecem dependentes de estrutura, entendimento e estratégias de longo prazo. A vantagem vem da combinação de técnica, disciplina e análise.
As leis e regulações sobre mercados de previsão e atividades automatizadas ainda estão em evolução. Reguladores olham com cautela para estratégias de extração automática de lucros, especialmente em plataformas com histórico de desafios regulatórios.
Ainda não está claro se as estratégias baseadas em bots permanecerão eficazes em larga escala. O que é certo é que, conforme o uso aumenta, surgem possibilidades de abuso, golpes e resultados desfavoráveis para usuários menos experientes.
O debate sobre trabalho, renda e funcionamento dos mercados continua. Questões sobre viabilidade, sustentabilidade e impacto regulatório devem orientar o desenvolvimento de ferramentas como Moltbot e ecossistemas de previsão descentralizados.
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