- O dólar à vista fechou em queda de 0,27%, a R$ 5,1941, menor fechamento desde 28 de maio de 2024.
- O Ibovespa caiu 0,84%, para 183.133 pontos, em meio a volatilidade e queda de ações de tecnologia no exterior.
- O Comitê de Política Monetária do Banco Central indicou a intenção de iniciar cortes da Selic em março, após manter a taxa em 15%.
- O Federal Reserve manteve a taxa de referência entre 3,50% e 3,75%, sem indicar claramente quando haveria novos cortes.
- O câmbio brasileiro segue influenciado por fluxos estrangeiros e carry trade, com o dólar acumulando queda de 5,37% em 2026.
Em uma sessão de alta volatilidade, o dólar fechou em queda ante o real, abaixo de R$ 5,20, seguindo o recuo da moeda norte-americana frente outras divisas de emergentes no exterior. O Ibovespa caiu 0,84%, aos 183.133 pontos, em dia marcado por decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
O movimento no Brasil ocorreu após o Copom sinalizar a intenção de iniciar cortes na Selic em março, mantendo-a em 15% até lá. O comunicado ressalta que a inflação precisa convergir à meta e que a flexibilização da política monetária seria calibrada conforme o cenário se confirmar.
Nos EUA, o Fed manteve a taxa de referência entre 3,50% e 3,75%, sem indicar o timing de novos cortes. No cenário externo, gastos de tecnologia com IA pressionaram mercados, contribuindo para a queda do Ibovespa ao longo do dia, mesmo com o recuo do dólar.
Copom sinaliza cortes em março
O BC destacou que, diante de inflação menor, a transmissão da política monetária tende a ficar mais clara. A instituição reforçou a intenção de iniciar a flexibilização na próxima reunião, sem abandonar a necessidade de restrição para convergir a inflação.
Analistas avaliam que o corte em março pode reduzir o atrativo de fluxos estrangeiros, mas não elimina a atratividade do Brasil para carry trade, dadas as diferenças de juros entre mercados. O dólar acumulou queda de 5,37% frente ao real em 2026.
Contexto internacional e fluxo de capitais
No exterior, a piora geral dos mercados acompanhou o desempenho de ações de tecnologia, com impacto nos índices globais. A bolsa brasileira recebeu fluxo relevante de capital estrangeiro nas últimas semanas, sustentando o peso do ambiente externo sobre o câmbio local.
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