- A Reforma Tributária substitui PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI por dois impostos: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), com cobrança em cada etapa da cadeia e sem cobrança em cascata.
- Também será criado o Imposto Seletivo, voltado a produtos definidos em lei, com foco em saúde e meio ambiente, ampliando o modelo de IVA (valor agregado).
- A transição começa a partir de 2026, com testes e notas fiscais exibindo alíquotas experimentais de 0,1% para IBS e 0,9% para CBS; a implementação plena ocorre em 2027.
- Impactos e custos variam: a alíquota final, o aproveitamento de créditos e a reorganização de operações vão influenciar margens, preços e competitividade; o setor de logística pode reduzir burocracia, mas teme aumento da carga tributária e cobra créditos sobre combustíveis.
- Empresas precisam se preparar já: revisar sistemas fiscais, contratos, governança e capacitar equipes, simulando cenários para evitar surpresas na virada do modelo.
A Reforma Tributária do Brasil altera a tributação sobre o consumo e começa a ser testada em 2026. O conjunto de mudanças envolve a supressão de cinco tributos e a criação de dois impostos com cobrança em cada etapa da cadeia produtiva. A Emenda Constitucional 132/2023 definiu o caminho, e a Lei Complementar 214/2025 regulamenta detalhes operacionais. O objetivo é simplificar o sistema, reduzir disputas e tornar a conformidade mais previsível.
A proposta impacta empresas de vários setores, que precisarão revisar contratos, sistemas e práticas fiscais. A multiplicidade de tributos hoje vigente gera custos de conformidade elevados e conflitos com o Fisco e o Judiciário. Especialistas apontam que a reforma traz benefícios, mas exige decisões estratégicas adiantadas para evitar custos adicionais.
O que muda
O modelo substitui PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI por dois tributos: IBS e CBS. O IBS concentra a tributação estadual e municipal, enquanto a CBS fica sob responsabilidade da União. Além disso, surge o Imposto Seletivo, voltado a produtos definidos em lei, com foco em saúde e meio ambiente.
No papel, o IBS e a CBS adotarão sistema de valor agregado, sem cobrança em cascata. A ideia é reduzir disputas sobre créditos, mantendo, porém, a carga tributária não necessariamente menor. A estimativa aponta alíquota combinada próxima de 25%.
Transição e prazos
A transição plena está prevista para 2027, mas testes começam já em 2026. Nesses exercícios, notas fiscais deverão trazer alíquotas experimentais: 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS. O período servirá para detectar falhas de sistemas, rever processos e ajustar contratos.
Para a consultoria especializada, o intervalo será decisivo para evitar surpresas na migração. Empresas que não testarem rotinas fiscais podem enfrentar maiores riscos na virada do modelo.
Impactos por setor
No setor de logística, que representa cerca de 13,7% do PIB, espera-se redução de burocracia, mas preocupam possíveis elevações na carga tributária. Há reivindicações por crédito sobre combustíveis e por alíquotas diferenciadas por modal.
A reforma também influencia relações de trabalho. Benefícios de acordos coletivos, como vale-alimentação e plano de saúde, podem gerar créditos tributários e ampliar a negociação com sindicatos. Em alguns setores, a contribuição previdenciária patronal pode subir.
Preparação das empresas
A principal orientação é não tratar a reforma como tema distante. A adaptação requer revisão tecnológica, jurídica, financeira e de governança já em 2026. Evitar a procrastinação reduz riscos de custos adicionais e impactos em margens.
Isso envolve atualização de sistemas fiscais, treinamento de equipes, simulações de cenários e revisão contratual. A reforma pode afetar margens, preços e competitividade e exigir ajustes operacionais imediatos.
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