- O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, levantou o sigilo dos depoimentos à Polícia Federal de Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino, atendendo a pedido do Banco Central.
- A decisão não encerra o inquérito: o sigilo permanece até a manifestação da Procuradoria-Geral da República.
- As investigações apontam para a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes, que eram vendidas a outro banco e substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada.
- Em dezoito de novembro deste ano, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do Master e de sua corretora de câmbio, inviabilizando a venda da instituição anunciada na véspera.
- O caso envolve o Master, instituição em processo de liquidação, e investigações sobre irregularidades no crédito concedido.
O ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu nesta quinta-feira 29 derrubar o sigilo dos depoimentos prestados à Polícia Federal por Daniel Vorcaro, dono do Master, pelo ex-presidente do Banco de Brasília Paulo Henrique Costa e pelo diretor de Fiscalização do BC, Ailton de Aquino. A medida atende a pedido do BC.
Segundo a decisão, o inquérito continuará sob sigilo até manifestação da Procuradoria-Geral da República. Toffoli afirmou que a medida visa preservar indicativos de cooperação institucional entre órgãos de fiscalização.
As investigações relatadas pelo relator apontam para a fabricação de carteiras de crédito insubsistentes, vendidas a outro banco e, após apreciação do BC, substituídas por ativos sem avaliação técnica adequada. Esse é o eixo central das apurações.
Contexto
Em 18 de novembro deste ano, o BC decretou a liquidação extrajudicial do Master e de sua corretora de câmbio, inviabilizando o processo de venda da instituição, que havia sido anunciado na véspera. A crise levou a medidas imediatas de proteção aos credores.
A decisão de Toffoli reforça o acompanhamento dos desdobramentos da intervenção financeira, com foco na responsabilização de pessoas ligadas à instituição e aos trâmites de supervisão do setor bancário. As próximas etapas dependem de nova manifestação da PGR.
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