- O depoimento de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, na CPMI do INSS, tratará apenas de contratos de empréstimos consignados da instituição.
- A oitiva está marcada para a próxima quinta-feira, 5 de fevereiro.
- A CPI investiga descontos indevidos do INSS que teriam lesado aposentados e pensionistas.
- Foram suspensos pelo INSS 250 mil contratos de consignado do Master por falta de comprovação de documentação, segundo o senador Carlos Viana.
- Dados da Senacon indicam que o Banco Master foi a instituição com o maior número de reclamações relacionadas a crédito consignado entre 2019 e 2025, com 5.665 ocorrências.
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou nesta quinta-feira que o depoimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abordará apenas questões ligadas aos contratos de empréstimos consignados da instituição. A oitiva está marcada para a próxima quinta-feira, 5 de fevereiro.
Viana destacou que a comissão investiga descontos indevidos feitos pelo INSS, que prejudicaram aposentados e pensionistas. O objetivo do depoimento é esclarecer como o Master adquiriu os contratos e como os descontos ocorreram sem autorização, caso não houvesse comprovantes.
A CPMI pretende ainda questionar quais medidas foram tomadas para devolver o dinheiro aos clientes prejudicados, segundo o senador. Vorcaro permanece sob medidas restritivas decretadas pelo Tribunal, em meio a investigações ligadas ao Banco Master.
Contexto sobre o Master e as reclamações
O Banco Master foi alvo de liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 18 de novembro. No mesmo dia, Vorcaro foi preso em operação da Polícia Federal por suspeita de fraudes bilionárias; ele foi solto posteriormente, mas segue com medidas cautelares.
Segundo dados da Senacon, o Master figura entre as instituições com mais reclamações relacionadas a crédito consignado entre 2019 e 2025, totalizando 5.665 registros. Em 2025, o banco registrou 2.472 ocorrências, o que o colocou entre as oito maiores reclamações do setor naquele ano.
A comparação com grandes bancos públicos mostra o peso das queixas: a Caixa, o Banco do Brasil e o BRB também registraram números elevados em anos recentes, evidenciando a demanda por fiscalização rigorosa em consignados.
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