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Contas públicas pioram em 2025, déficit chega a R$ 55 bilhões

Déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025 amplia o déficit nominal a R$ 1,06 trilhão (8,34% do PIB), segundo Banco Central

Notas, moeda, Real, dinheiro, notas de dinheiro — Foto: Reprodução/Pixabay
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  • O déficit primário do setor público em 2025 foi de R$ 55 bilhões, equivalente a 0,43% do PIB, segundo o Banco Central, envolvendo governo federal, estados, municípios e estatais.
  • Ao incluir os juros da dívida, o déficit nominal totalizou R$ 1,06 trilhão em 2025, ou 8,34% do PIB.
  • Em 2024, o déficit primário foi de R$ 47,55 bilhões, ou 0,4% do PIB; o déficit nominal ficou em R$ 998 bilhões (8,47% do PIB).
  • As despesas com juros nominais somaram R$ 1 trilhão em 2025 e R$ 950 bilhões em 2024.
  • As contas são acompanhadas por agências de classificação de risco para definir a nota de crédito dos países.

O setor público registrou déficit primário de R$ 55 bilhões em 2025, equivalente a 0,43% do PIB, segundo o Banco Central. O resultado envolve governo federal, estados, municípios e empresas estatais. Após incorporarem os juros da dívida, o déficit nominal chega a R$ 1,06 trilhão, ou 8,34% do PIB.

O que explica o déficit primário é a relação entre receitas tributárias e despesas, sem levar em conta os juros da dívida. Em 2025, o déficit primário foi maior que o de 2024, quando ficou em R$ 47,55 bilhões (0,4% do PIB).

Painel fiscal e impactos

Nos números de 2025, as despesas com juros atingiram R$ 1 trilhão, representando 7,91% do PIB. Em 2024, os juros somaram R$ 950 bilhões, equivalente a 8,1% do PIB. Esses gastos elevam o déficit total do setor público além do registro primário.

O Banco Central observa que o déficit nominal é acompanhado por agências de classificação de risco, que o utilizam para avaliar notas de crédito. A leitura dos dados de hoje sinaliza pressão fiscal adicional frente ao desempenho nominal e ao tamanho da dívida.

Para referência, o BC divulgou ainda que o déficit nominal de 2024 ficou em R$ 998 bilhões (8,47% do PIB). Os números atuais revelam uma piora no indicador agregado, com impacto potencial para decisões de política econômica.

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