- O presidente Donald Trump deve indicar Kevin Warsh como próximo chair da Federal Reserve, com anúncio oficial esperado na sexta-feira pela manhã.
- Warsh surge como favorito claro para substituir Jerome Powell, com odds acima de 90% em mercados de previsão.
- Os mercados já reagiram, com o dólar se fortalecendo e rendimentos dos títulos do Tesouro subindo.
- Warsh tem uma visão mais favorável ao Bitcoin, o que pode indicar mudança de tom do Fed em relação a ativos digitais.
- Se confirmado, a nomeação representaria uma mudança de postura do Fed e pode impactar ativos de risco; Powell fica no cargo até o fim do mandato, em maio.
O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar na manhã desta sexta-feira a nomeação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve. A confirmação oficial ainda não ocorreu, mas a escolha já é tratada como provável pelos veículos de imprensa.
Warsh, que integrou o Conselho de Governadores do Fed de 2006 a 2011, surge como favorito claro para substituir Jerome Powell, cuja gestão do banco central vence em maio. Informações de várias fontes indicam que o anúncio pode ocorrer ainda hoje.
Mercados passaram a precificar o cenário com uma postura mais agressiva do Fed. O dólar se valorizou e os rendimentos dos títulos do Tesouro subiram, diante de expectativas de política monetária mais restritiva.
Favorecimento a ativos digitais
Warsh é visto como hawkish e tende a defender disciplina fiscal e combate à inflação, com possível continuidade no aperto gradual da política monetária. Em entrevistas anteriores, ele sinalizou uma visão mais receptiva ao Bitcoin, destacando que a criptomoeda não ameaça a autoridade do Fed e pode funcionar como feedback do mercado.
Caso confirme a nomeação, a atuação de Warsh pode sinalizar mudança de tom na instituição em relação às moedas digitais, impactando o debate sobre o papel de ativos digitais na economia norte-americana.
Reação de curto prazo e cenário de commodities
A confirmação de Warsh deve manter pressão sobre ativos de risco e influenciar futuros movimentos do mercado. Enquanto isso, a decisão do Fed de manter as taxas inalteradas, citando crescimento sólido e inflação ainda elevada, segue induzindo cautela entre investidores.
Analistas apontam que a ausência de cortes de juros no curto prazo reduz a demanda por ativos de maior risco, com bolsas e ouro atingindo patamares elevados. As previsões ainda apontam para cortes apenas no segundo semestre de 2026.
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