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Expansão de franquias em 2026 será mais seletiva e orientada por dados

Expansão de franquias em 2026 será mais seletiva e orientada por dados, com foco em rentabilidade, modelos leves e inteligência artificial, diante de crédito caro e consumo cauteloso

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  • Em 2026, a expansão de redes de franquias tende a ser mais seletiva e orientada por rentabilidade, não apenas pela quantidade de unidades.
  • O cenário de 2025, com custos mais altos, crédito restrito e consumidor cauteloso, continua pressionando margens e decisões de crescimento.
  • Modelos menos dependentes de pontos físicos premium, como studios, dark kitchens, franquias digitais e formatos B2B, ganham espaço.
  • A inteligência artificial passa a atuar de forma mais ampla na operação, desde avaliação de interessados até treinamento, desempenho por unidade e precificação.
  • Governança e uso de dados passam a fundamentar a expansão, com decisões regionais, transparência e foco em unidades bem administradas.

A expansão de redes de franquias em 2026 deve ser mais seletiva e orientada por dados, diante de um cenário de crédito caro, inflação persistente e consumo cauteloso. O endurecimento das condições de financiamento e o aumento de custos pressionam margens, exigindo equilíbrio entre abertura de unidades e retorno financeiro.

Mesmo com aumento no número de pontos no último ano, operações de alto investimento sofrem com juros elevados e margens comprimidas. A Selic mais alta em 2025, ainda elevada em 2026, limita movimentos agressivos principalmente em formatos físicos.

Segundo a Cherto Consultoria, o principal desafio em 2025 foi equilibrar abertura de unidades com rentabilidade. Elevados aluguéis, dificuldade de locação de pontos comerciais e negociações mais duras com shoppings reduziram margens para franqueados e operadores independentes.

A preferência por formatos menos dependentes de pontos premium passou a destacar-se. Studios, dark kitchens, franquias digitais e modelos B2B ganham espaço, com menos mão de obra e custos menores, conforme a consultoria.

A inteligência artificial avança na fase operacional. Redes já usam IA no atendimento a interessados, seleção de operadores, suporte remoto, treinamento, análise de desempenho por unidade, logística e precificação, segundo Cherto.

A escolha por expansão passa a exigir previsibilidade e governança. Decisões regionais, adesão de operadores alinhados ao território e abertura apenas onde há aderência de mercado ganham prioridade.

Dados substituem intuição na tomada de decisão. Georreferenciamento, fluxo urbano, padrões de consumo e histórico de performance passam a orientar o crescimento, reduzindo a dependência de percepção subjetiva.

Governança entra no radar de expansão. Investidores e parceiros demandam transparência, processos estruturados e suporte como condição para novos aportes, reforçando que método sustenta a escala.

No conjunto, a expansão de redes em 2026 deve seguir ritmo mais calculado, favorecendo modelos compatíveis com o custo de capital, uso intensivo de tecnologia e decisões baseadas em dados. O crescimento continua, sob critérios mais rigorosos.

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